Avicultura

Mercado de frango enfrenta estabilidade de preços e desafios logísticos no Rio Grande do Sul

Chuvas fortes no estado gaúcho trazem complicações para a avicultura, enquanto cotações do frango apresentam acomodação


Publicado em: 13/05/2024 às 13:10hs

Mercado de frango enfrenta estabilidade de preços e desafios logísticos no Rio Grande do Sul

O mercado brasileiro de frango iniciou a semana com preços estáveis a levemente mais baixos, refletindo uma acomodação nas cotações. Segundo o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os custos de nutrição animal permaneceram controlados, devido ao comportamento estável dos preços do milho e do farelo de soja. No entanto, no Rio Grande do Sul, a situação é mais preocupante por conta das chuvas intensas e suas consequências para a avicultura. "É difícil medir o tamanho do prejuízo causado pelas enchentes no estado", destacou Iglesias.

Apesar do cenário desafiador no Rio Grande do Sul, o mercado atacadista mostra sinais de recuperação, especialmente por conta do potencial de consumo com a entrada dos salários e as comemorações do Dia das Mães. "Isso deve impulsionar uma leve alta nos preços ao longo da cadeia produtiva", observou Iglesias.

Nas exportações, o setor de frango continua em alta, com grande volume previsto para o restante do ano. Porém, um dos problemas recorrentes está nos preços pagos pela carne de frango no mercado internacional, uma questão que também afeta outras proteínas.

Preços Internos do Frango

De acordo com levantamento da Safras & Mercado, os preços dos cortes congelados de frango no atacado de São Paulo mostraram variações ao longo da semana. O preço do quilo do peito caiu de R$ 9,80 para R$ 9,60, enquanto o preço do quilo da coxa permaneceu estável em R$ 6,40 e o quilo da asa se manteve em R$ 9,90. No setor de distribuição, houve mudanças semelhantes: o preço do quilo do peito caiu de R$ 10,00 para R$ 9,80, o quilo da coxa ficou em R$ 6,60 e o da asa em R$ 10,10.

Os cortes resfriados no atacado também sofreram alterações. O quilo do peito passou de R$ 9,90 para R$ 9,70, a coxa ficou estável em R$ 6,50, e o quilo da asa recuou para R$ 10,00. No setor de distribuição, o quilo do peito caiu de R$ 10,10 para R$ 9,90, a coxa ficou em R$ 6,70 e a asa subiu para R$ 10,20.

Os preços do frango vivo variaram entre as principais praças do Brasil. Em Minas Gerais, o preço manteve-se em R$ 4,85 por quilo, enquanto em São Paulo ficou em R$ 4,80. No Paraná, a cotação ficou em R$ 4,55, enquanto em Santa Catarina e Mato Grosso do Sul o preço era de R$ 4,70. Outros estados como Goiás, Distrito Federal e Pernambuco tiveram cotações um pouco mais altas, em torno de R$ 4,80 a R$ 6,00.

Exportações de Carne de Frango

As exportações brasileiras de carne de aves, incluindo miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas, geraram US$ 817,044 milhões em abril, com uma média diária de US$ 37,138 milhões. A quantidade total exportada foi de 453,012 mil toneladas, com média diária de 20,591 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.803,60.

Em comparação com abril de 2023, houve um aumento de 6% no valor médio diário e um crescimento de 11,1% na quantidade média diária. No entanto, o preço médio registrou um recuo de 4,6%. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Mesmo diante dos desafios logísticos no Rio Grande do Sul, a estabilidade nos preços do frango e o bom desempenho das exportações indicam um cenário positivo para o setor, ainda que com ajustes necessários para lidar com as adversidades estruturais e climáticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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