Publicado em: 06/02/2026 às 16:00hs
O mercado brasileiro de carne de frango manteve preços estáveis tanto no atacado quanto no mercado vivo ao longo da última semana. De acordo com o analista Fernando Iglesias, da Safras & Mercado, o ambiente de negócios ainda aponta para uma tendência de recuo nas cotações no curto prazo, reflexo da alta disponibilidade de produto, especialmente nas regiões Nordeste e Centro-Oeste.
Apesar do quadro de estabilidade nas cotações, o cenário de custos é mais favorável. Segundo Iglesias, a queda nos preços do milho tem contribuído para a redução dos custos de nutrição animal, o que alivia a pressão sobre os produtores.
Outro movimento observado é o descarte de matrizes, estratégia que pode reduzir o alojamento de pintainhos nos próximos meses, ajustando gradualmente a oferta e equilibrando o mercado.
No mercado atacadista, os preços também permaneceram estáveis durante a semana. Entretanto, o analista da Safras & Mercado ressalta que ainda há pressão de baixa no curtíssimo prazo, em meio a um descompasso entre oferta e demanda.
“O ganho de competitividade da carne de frango em relação às demais proteínas é essencial para a recuperação dos preços, já que boa parte da população brasileira ainda prioriza alimentos mais acessíveis devido ao baixo poder de compra”, destacou Iglesias.
O especialista também pondera que o varejo ainda não repassou integralmente as reduções de preços observadas no atacado para o consumidor final. Por outro lado, o bom desempenho das exportações tem ajudado a conter quedas mais acentuadas nas cotações domésticas.
De acordo com levantamento da Safras & Mercado, os preços dos cortes congelados de frango em São Paulo não sofreram alterações em janeiro:
Nos cortes resfriados, também não houve variação:
Em relação ao frango vivo, as cotações médias seguem estáveis nas principais regiões produtoras:
As exportações brasileiras de carne de aves e miudezas comestíveis (frescas, refrigeradas ou congeladas) somaram US$ 795,2 milhões em janeiro, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Foram embarcadas 430,3 mil toneladas, com média diária de 20,49 mil toneladas e preço médio de US$ 1.847,70 por tonelada.
Na comparação com janeiro de 2025, houve aumento de 5,6% no valor médio diário, alta de 3,7% no volume exportado e elevação de 1,9% no preço médio.
Esses resultados reforçam a importância do mercado externo como fator de sustentação dos preços internos, mesmo diante do excesso de oferta no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
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