Publicado em: 09/03/2026 às 19:20hs
No mês passado, o Brasil exportou 493,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, superando em 5,3% o volume de fevereiro de 2025, que foi de 468,4 mil toneladas.
Em termos de receita, o país também registrou o maior valor já obtido no segundo mês do ano: US$ 945,4 milhões, alta de 8,6% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 870,4 milhões).
No acumulado do ano, os embarques chegaram a 952,3 mil toneladas, 4,5% acima de 2025, enquanto a receita totalizou US$ 1,819 bilhão, crescimento de 7,2% em comparação com os dois primeiros meses do ano passado. Segundo a ABPA, este é o melhor desempenho histórico para o bimestre, tanto em volume quanto em receita.
Entre os principais destinos, a China voltou a liderar as importações brasileiras, com 49,4 mil toneladas em fevereiro, apenas 0,4% abaixo do registrado em 2025.
Outros países que se destacaram incluem:
Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a retomada das exportações para a China e União Europeia reflete a forte demanda internacional pela carne de frango brasileira. Ele ressalta ainda os esforços logísticos para garantir abastecimento de mercados impactados por conflitos no Oriente Médio.
No levantamento por unidade federativa, o Paraná manteve a liderança, com 211 mil toneladas exportadas, alta de 13,3% sobre fevereiro de 2025.
Os outros estados com maior volume de embarques foram:
Os exportadores celebraram a abertura do mercado das Ilhas Salomão para a carne de frango brasileira. Com cerca de 830 mil habitantes, o país tem produção interna limitada e depende de importações para atender à demanda por proteína animal.
Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) mostram que a produção doméstica dobrou na última década, passando de 2 mil para aproximadamente 4 mil toneladas, mas ainda insuficiente para o consumo local. Em 2024, as importações somaram cerca de US$ 10,8 milhões, principalmente provenientes da Austrália e dos Estados Unidos.
Para Santin, a entrada do Brasil neste mercado representa uma oportunidade de fortalecer a segurança alimentar das Ilhas Salomão, oferecendo proteína de qualidade com elevados padrões sanitários.
Fonte: Portal do Agronegócio
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