Publicado em: 01/12/2023 às 12:50hs
A segunda metade de novembro, por sua vez, testemunhou a maior valorização do produto, atribuída, entre outros fatores, a desafios logísticos no abastecimento devido a condições climáticas atípicas.
Esse desempenho resultou em uma valorização pelo quarto mês consecutivo, com a média de novembro atingindo R$7,40/kg, representando um aumento de pouco mais de 2% em comparação com o mês anterior e marcando o valor mais alto dos onze primeiros meses de 2023.
Apesar desse ganho, persistiu a queda em relação ao mesmo período do ano passado, alcançando uma retração anual próxima de 8% em novembro. No entanto, esse índice é o menor desde abril, indicando uma possível reversão nos próximos meses, especialmente a partir de janeiro de 2024.
É importante notar que o desempenho nos primeiros meses do próximo ano dependerá do alojamento de novos pintos de um dia. Presumindo que o setor ajuste a oferta para atender a uma demanda menor nos primeiros meses do ano, é esperado que os preços de janeiro de 2023 sejam superados no início de 2024.
Contudo, é válido acrescentar que a inflação acumulada desde o início do ano gira em torno de 4%, exigindo preços superiores em janeiro próximo para apresentar ganho real em relação a novembro.
Em retrospectiva, os preços médios entre janeiro e novembro de 2023 registraram uma média de R$6,76/kg, valor quase 10,5% inferior aos mesmos onze meses de 2022. Destaca-se que essa média atual também está abaixo da registrada entre janeiro e novembro de 2021, tornando o resultado atual o mais baixo do último triênio. Comparativamente, em relação a 2020, a média atual é apenas 10% superior, considerando o difícil ano da pandemia de Covid-19. No período de dezembro daquele ano até outubro passado, a inflação acumulada superou os 20%.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias