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Em São Paulo, frango vivo obtém terceira alta do mês e do semestre

O frango vivo comercializado no interior paulista obteve ontem, 8, novo ajuste de cinco centavos, o terceiro em três dias de negócios


Publicado em: 09/08/2016 às 11:40hs

Em São Paulo, frango vivo obtém terceira alta do mês e do semestre

O frango vivo comercializado no interior paulista obteve ontem, 8, novo ajuste de cinco centavos, o terceiro em três dias de negócios. Foi negociado por R$3,10/kg, o que significa que retornou ao recorde experimentado por mais de 40 dias entre o início de novembro e meados de dezembro do ano passado.

Esse retorno, obviamente, não tem qualquer significado, pois significa apenas a volta ao mesmo valor nominal que vigorou nove meses atrás, ou seja, ignora a inflação do período e, muito mais, o acentuado aumento de custos deste ano (aliás, se mantivesse a mesma paridade de preços com o milho observada em 8 de novembro de 2015 – R$3,10kg x R$35,75/saca – o frango vivo estaria sendo comercializado por cerca de R$4,12/kg, valor quase um terço superior ao ora registrado).

De toda forma, após quase 50 dias de preços estagnados – período em que a cotação vigente representou apenas um referencial, pois muitos negócios foram realizados a preços inferiores, visto que a oferta excedia a demanda – o mercado registra total reversão, condição atribuível, sem dúvida, a uma menor disponibilidade do produto.

Dessa forma, em apenas quatro dias de negócios, com três altas quase consecutivas, foi possível recuperar não apenas o preço inicial de 2016 (R$3,00/kg), mas também a cotação que até agora vinha sendo recorde histórico.

Mesmo assim, o frango vivo dos paulistas permanece com um desempenho inferior ao dos mineiros que, ontem, permaneceu com o preço estável em R$3,40/kg. Assim, enquanto São Paulo registra variação mensal de 5%, a de Minas está próxima de 11,5%. Em termos anuais, as variações são de, respectivamente, 14,81% e 21,43%. E, comparativamente ao preço inicial de 2016, o incremento em São Paulo é de apenas 3,33% e o de Minas de 9,68%.

Diante das condições do mercado, a percepção prevalente é de que novos ajustes devem ocorrer no curtíssimo prazo. Nas duas praças. Assim, as diferenças atuais tendem a se manter.

Fonte: Avisite

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