Publicado em: 21/03/2024 às 12:30hs
De forma geral, todo o setor desacelerou no segundo semestre de 2023. Tanto que a produção de carne do período recuou quase 5% (mais exatamente, 4,57%) em relação ao primeiro semestre. Mas enquanto na média do Centro-Sul o recuo não chegou a 3%, no Rio Grande do Sul ficou em 12,5%. Efeito, sem dúvida, das intempéries climáticas que afetaram o Estado no ano passado e que, em alguns casos, chegaram a paralisar o setor por semanas.
De toda forma, o Rio Grande do Sul não esteve sozinho. Mato Grosso, por exemplo, abateu mais frangos que o vizinho Mato Grosso do Sul, mas produziu um volume de carne ligeiramente inferior. Aqui, porém, a ocorrência parece estar relacionada ao tipo de ave produzida – no caso, “grillers”, com peso máximo pouco superior a 1 kg.
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Os dados do IBGE relacionados ao abate de frangos sob inspeção (federal, estadual ou municipal) apontam que em 2023 o sistema esteve presente em 24 Estados e no Distrito Federal, só não havendo referências sobre Roraima e Amapá. Porém, a divulgação da produção efetiva (cabeças abatidas e carne produzida) ficou restrita a 19 Unidades Federativas (UFs), pois os números relativos ao Acre, Alagoas, Amazonas, Distrito Federal, Rio Grande do Norte e Sergipe foram inibidos (por conterem, cada um, menos de três informantes).
A despeito das adversidades climáticas enfrentadas pela avicultura gaúcha (e que, em menor escala, afetaram também os Estados vizinhos), a Região Sul permaneceu em imbatível liderança, respondendo por 60% das aves abatidas sob o sistema de inspeção e por 58% da carne delas decorrente.
Na sequência, mas com não mais que 20% das cabeças abatidas e da carne produzida, vem a Região Sudeste. Os percentuais relativos às Regiões Centro-Oeste, Nordeste e Norte são aproximados, devido à inibição de dados de algumas UFs locais.
Porém, chama a atenção, em termos regionais, o aumento de quase 50% na produção de carne da Região Norte – que, mesmo assim, respondeu por menos de 1,5% da produção nacional. Neste caso, o incremento – devido a Tocantins e Rondônia – não significa, necessariamente, maior produção. Decorre, sobretudo, da adesão de novos abatedouros ao sistema de inspeção.
Fonte: AviSite
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