Publicado em: 05/02/2018 às 12:40hs
Em outras palavras, as altas que marcaram o segmento há um ano – e que garantiram (em relação ao valor inicial do mês) um ganho de 8% durante toda a segunda quinzena – não devem se repetir em 2018. Porque agora, justamente no meio do caminho, tem um Carnaval (no ano passado, a chamada “terça-feira gorda” caiu no último dia do mês, 28).
Não que o Carnaval seja, por natureza, evento impeditivo da valorização do frango. O problema maior é que, imediatamente após ele, começa a Quaresma, período em que, mesmo na atualidade, o consumo cai drasticamente, derrubando os preços do setor. E, desta vez, a Quaresma começa no dia 14, ou seja, antes da virada da quinzena.
Esse, enfim, é o panorama que se desenha à luz dos acontecimentos históricos e do comportamento atual do mercado. O que não significa que ele venha, necessariamente, a se concretizar.
Com o Carnaval “precoce”, o ano, no Brasil, começa mais cedo e a retomada da rotina pode, até, minimizar os efeitos iniciais da Quaresma. Além disso, um dos fantasmas que pairou sobre o mercado durante todo janeiro – redução das exportações – desapareceu: os embarques do produto in natura, no mês, superaram as expectativas iniciais e ultrapassaram as 320 mil toneladas, registrando o melhor resultado dos últimos três meses.
Isso, sem dúvida, contribuiu para algum enxugamento do mercado e tende a dar maior estabilidade às negociações de fevereiro corrente.
Ainda assim não custa observar que, mantida a cotação atual no decorrer do período, o valor médio do mês ficará cerca de 5% aquém da media registrada há um ano.
Fonte: AviSite
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