Avicultura

Desempenho do frango (vivo e abatido) na 6ª semana de 2023, segunda do mês de fevereiro

Aparentemente, pelo menos para o frango abatido 2023 já começou – antes do Carnaval, o que é raro


Publicado em: 13/02/2023 às 12:50hs

Desempenho do frango (vivo e abatido) na 6ª semana de 2023, segunda do mês de fevereiro

Na semana que passou, segunda de fevereiro e nona do ano, o produto manteve a recuperação de preços iniciada ainda no final de janeiro, chegando ao primeiro decêndio do mês com uma valorização de cerca de 5,5% em relação ao fechamento do mês anterior.

Foi um bom começo, claro. E deve ter continuidade no decorrer desta semana. Mas não chega a ser um resultado significativo, visto que a cotação média atual – representando valorização mensal de 3,77% – mantém o frango abatido no segundo menor nível nominal dos últimos 12 meses.

Em outras palavras, apesar do incremento anual em relação a fevereiro de 2022 ser expressivo aos olhos (+11,81%), o preço ora alcançado permanece aquém do que o setor obteve entre março e dezembro do ano passado. Aliás, comparativamente a abril de 2022, a cotação corrente é quase um quinto menor.

Quanto ao frango vivo segue na mesma batida – devagar, praticamente parado. Completou no sábado (11) 30 dias com a mesma cotação, com isso retroagindo e permanecendo com o mesmo valor de fevereiro do ano passado. Isto, frente a um custo de produção atual visivelmente superior e uma inflação oficial que, até janeiro último, acumulava variação próxima de 6%.

Comparando-se a relação de preços entre frango vivo e abatido observa-se que um ano atrás, nas mesmas seis primeiras semanas de 2022, a margem obtida pela ave abatida não chegou a 10%. Neste ano gira em torno dos 20% e pode ser ainda maior, pois parte da atual oferta de aves vivas (sobretudo aquelas sem colocação previamente definida) continua sendo negociada por valores inferiores aos do referencial, o que agrava ainda mais a situação do produtor independente.

A estabilidade ora registrada com o frango vivo paulista estende-se também ao produto de Minas Gerais, onde a cotação permanece inalterada em R$5,00/kg desde 30 de dezembro do ano passado.

Fonte: AviSite

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