Publicado em: 29/11/2023 às 16:30hs
Na granja de Losivanio Luiz de Lorenzi, em Orleans (SC), as recentes altas temperaturas acenderam o alerta. Com 320 matrizes em gestação, Lorenzi destaca a importância do controle de temperatura para evitar o estresse térmico nas fêmeas e problemas nos leitões.
O setor agropecuário, incluindo a suinocultura, tem enfrentado ondas de calor que impactam diretamente a produtividade. O estresse térmico nos suínos pode levar a uma redução na taxa de natalidade e outros problemas.
Para lidar com esse desafio, a recomendação aos suinocultores é investir em sistemas de climatização para garantir condições ideais aos animais. No entanto, apenas cerca de um terço das granjas suinícolas no Brasil possuem esse tipo de infraestrutura, de acordo com Ricardo Marozzin, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Equipamentos para Aves e Suínos (Anfeas).
Os criadores utilizam diferentes métodos, desde resfriamento por alta pressão até ventiladores, para manter o ambiente mais adequado para os suínos. No entanto, o aumento no consumo de água e energia durante os períodos mais quentes pode variar entre 10% a 40%, conforme relatam alguns produtores.
A climatização torna-se crucial, especialmente em setores reprodutivos, como gestação e maternidade, onde o calor pode causar baixa ingestão alimentar, risco de aborto e queda na produção de leite. O investimento na climatização, embora tenha seus custos, é considerado fundamental para preservar o bem-estar animal, otimizar a produção e enfrentar desafios climáticos. A Associação Nacional dos Fabricantes de Equipamentos para Aves e Suínos destaca a importância do debate sobre o crédito agrícola para promover a tecnificação nas propriedades rurais do setor.
Fonte: Portal do Agronegócio
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