Publicado em: 08/01/2024 às 12:30hs
O cenário para a avicultura brasileira em 2024 apresenta desafios significativos, com o custo de nutrição e a preocupação com a Influenza Aviária no centro das atenções. O analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, aponta para esses desafios, ressaltando, no entanto, outros fatores cruciais para entender as perspectivas do mercado de carne de frango.
Em meio às incertezas relacionadas à produção de grãos no Brasil, Iglesias destaca que o país continua sendo o líder global na exportação avícola. Mesmo com as adversidades, o Brasil mantém uma posição competitiva em relação aos grandes concorrentes, esperando-se que ao longo do ano sejam exportadas quantidades próximas a 5 milhões de toneladas.
Diante do desafiador cenário, o analista enfatiza a importância de manter o alojamento de pintos de corte reduzido para preservar as margens. A flexibilidade de produção é apontada como a grande vantagem da avicultura em comparação com as proteínas concorrentes, que enfrentam ciclos mais longos. A capacidade de ajustar a produção conforme os desafios do mercado, seja elevação de custos, problemas de mercado ou questões sanitárias, destaca a resiliência do setor avícola.
Considerando a possível dificuldade no abastecimento de milho no primeiro semestre de 2024, é prevista uma retração no alojamento nesse período. No entanto, Iglesias projeta números mais positivos para o segundo semestre, com a entrada da safrinha brasileira no mercado e uma potencial retração nos preços, oferecendo boas perspectivas de margem de ganho.
O analista observa que, embora as margens setoriais possam enfrentar pressões no primeiro semestre, não se espera grandes sobressaltos, a menos que haja um descontrole na produção.
Quanto à demanda doméstica, Iglesias destaca a responsividade, especialmente entre a população de menor renda per capita, que depende de proteínas de menor valor agregado.
Por fim, o analista ressalta a variável do possível enfraquecimento do real em 2024, ampliando a competitividade das commodities brasileiras no mercado internacional e tornando as exportações ainda mais atrativas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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