Avicultura

Carne de frango: volume, preço e receita dos quatro itens exportados em 2022

Em 2022 os industrializados obtiveram não só o maior percentual de aumento de volume entre os quatro itens exportados (mais de 11%), mas também o melhor resultado dos últimos cinco anos


Publicado em: 25/01/2023 às 12:50hs

Carne de frango: volume, preço e receita dos quatro itens exportados em 2022

Ponto de partida das vendas externas brasileiras de carne de frango quase meio século atrás (1975), o frango inteiro agora responde por apenas um quarto das exportações do setor (21,83% em 2022). Foi substituído pelos cortes, agora representando 72% do volume total exportado. Os pouco mais de 6% restantes estão divididos entre a carne de frango salgada (3,68%) e os industrializados de frango (2,47%).

O frango inteiro, por sinal, foi o único entre os quatro principais itens exportados a não participar do aumento de volume de 4,15% registrado nas exportações do ano passado: recuou cerca de 2,5%, retrocedendo ao menor nível dos últimos 16 anos (isto é, desde 2007). Também ficou quase um terço abaixo do recorde (pouco mais de 1,5 milhão de toneladas em 2011).

Já os cortes percorrem caminho absolutamente inverso. Com os (pouco mais de) 3,350 milhões de toneladas de 2022 alcançaram novo recorde histórico e – pelo mesmo parâmetro aplicado ao frango inteiro – aumentaram quase dois terços em relação a 2011, enquanto em 16 anos registram incremento de 82% no volume embarcado.

Em 2022 os industrializados obtiveram não só o maior percentual de aumento de volume entre os quatro itens exportados (mais de 11%), mas também o melhor resultado dos últimos cinco anos. Porém, a recuperação obtida no quinquênio ainda continua distante do recorde alcançado em 2012, ano em que o volume desse item superou as 180 mil toneladas. Redução, portanto, de mais de 36%.

A carne salgada, por fim, obteve aumento anual próximo de 7% , alcançando o melhor resultado dos últimos seis anos. Mas, a exemplo dos demais itens exportados, permanece quase 20% aquém do recorde anual – perto de 210 mil toneladas, alcançadas no já remoto 2008.

Adicionalmente aos bons resultados no volume (só o frango inteiro segue, naturalmente, marcha decrescente), em 2022 o setor obteve seu melhor desempenho no preço, com valorizações que variaram deum mínimo de 15,86% (industrializados) a um máximo de 24,18% (frango inteiro). Daí o preço médio dos quatro itens ter-se valorizado 22% no ano.

Da combinação desses desempenhos resultou uma receita recorde, de mais de US$9,5 bilhões, valor 27% superior ao de 2021. E, neste caso, cada um dos quatro itens exportados viu sua receita aumentar mais de 20%. Em 21% para o frango inteiro; muito perto de 30% para cortes, industrializados e carne salgada.

No ano, os itens in natura (frango inteiro e cortes) geraram 91,33% da receita cambial obtida pela carne de frango. Carne salgada, com 4,75%, e industrializados, com aproximadamente 3,92%, compartilharam os restantes 8,66%.

Fonte: AviSite

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