Publicado em: 28/11/2023 às 14:35hs
Os dados preliminares do mercado indicam que, devido à correção de preços no início deste mês, a margem do frango abatido pode apresentar uma leve redução em novembro, aproximadamente dois pontos percentuais menor em comparação a outubro, que registrou o maior diferencial do ano, caindo para cerca de 45%.
No entanto, essa redução na margem não se reflete em uma melhoria no desempenho do frango vivo, que, pelos indicadores atuais, sugere uma evolução de não mais que 3% em relação a janeiro de 2022, quase dois anos atrás. Isso representa uma evolução inferior à inflação acumulada no período, cerca de 10% pelo IPCA.
A situação é diferente para o frango abatido, que tem a expectativa de encerrar novembro com um preço cerca de 23% superior ao de janeiro de 2022. No entanto, permanece com um valor nominal aproximadamente 8% inferior ao de abril de 2022, quando atingiu o melhor preço da história moderna (por uma diferença mínima, esse valor seria superado em setembro/22).
Por outro lado, o frango vivo não teve a mesma performance. Em relação ao recorde histórico, mantido desde abril do ano passado, o valor atual é cerca de 20% inferior, indicando uma menor demanda ao longo de 2023.
Sob esse aspecto, nota-se um significativo aumento na margem entre os dois produtos neste ano. Em 2022, nos primeiros onze meses, a diferença entre vivo e abatido não ultrapassou um terço (32%), enquanto em 2023 está em 40%.
De toda forma, o menor índice de 2022 concentrou-se principalmente no primeiro semestre do ano, com uma média de 26% entre janeiro e junho, aumentando consideravelmente no segundo semestre, com uma média de 42% entre janeiro e dezembro, atingindo um pico de 51% no último mês do ano.
Isso sugere que, com a industrialização e a ampla variedade de produtos à base de frango, a criação independente para o Natal já não possui o mesmo apelo das décadas passadas.
Fonte: Análise da evolução de preços do frango vivo e abatido desde janeiro de 2022
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