Abates de frango sob inspeção: no 1º trimestre, maior contribuição foi dada pelo Paraná
O resultado final foi um volume de carne 2,3% maior que o de um ano atrás
Publicado em: 15/06/2022 às 12:30hs
No primeiro trimestre de 2022, entre as 16 Unidades Federativas que abateram frangos em estabelecimentos sob inspeção e cujos volumes foram divulgados pelo IBGE, perto de 70% – ou, mais exatamente, 11 delas – registraram queda anual no número de cabeças abatidas. Porém, na maioria dessas UFs a redução no abate foi compensada com o aumento no peso médio por cabeça abatida. O resultado final foi um volume de carne 2,3% maior que o de um ano atrás.
Avaliado o desempenho do setor sob o aspecto da carne produzida observa-se que, em termos relativos, o maior incremento anual (+7,44%) coube ao Mato Grosso. No entanto, em volume nominal, a maior contribuição para esse aumento foi dada pelo Paraná, cujo aumento correspondeu a quase dois terços do adicional registrado no trimestre (no total, pouco mais de 82 mil toneladas a mais que no mesmo trimestre do ano passado).
Por sinal, no tocante ao peso médio por cabeça abatida, o foco recai, novamente, sobre Paraná e Mato Grosso. Pois, nesses estados, o peso médio aumentou, respectivamente, 5,75% e 12,55%. Possível indicativo de que, nessas UFs, houve redução na produção de “grillers”.
Tal desempenho fez com que o Paraná, principalmente, aumentasse sua participação no total produzido nacionalmente. O Estado fechou 2021 respondendo por 33,39% da produção brasileira e agora responde por 33,74%. Ou seja: excetuado também Mato Grosso, a maior parte dos demais estados viu sua participação ser reduzida no período.
A registrar que os dados do IBGE abrangem 26 UFs. Nove delas (Rondônia, Acre, Amazonas, Tocantins, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe e Distrito Federal) não tiveram seus dados divulgados por conterem três ou menos estabelecimentos inspecionados. Em Roraima não há qualquer tipo de inspeção. O IBGE não faz referência ao Amapá.
Fonte: AviSite
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