Publicado em: 12/03/2026 às 10:10hs
Os preços da tilápia mantiveram-se firmes ao longo de fevereiro nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento foi impulsionado por um cenário de oferta relativamente limitada de peixes no mercado combinado com demanda aquecida, típica do período da Quaresma, quando o consumo de pescado costuma aumentar.
Segundo levantamento do Cepea, esse contexto tem contribuído para manter as cotações sustentadas no mercado interno.
Durante a Quaresma, período tradicionalmente marcado pela substituição de carnes por pescado na alimentação, o consumo de tilápia tende a crescer. Esse aumento na procura ocorre ao mesmo tempo em que a disponibilidade de peixes no mercado se mantém mais restrita.
A combinação desses fatores favorece a valorização do produto e mantém as cotações em níveis firmes nas regiões monitoradas.
Com os preços sustentados no mercado, os produtores de tilápia seguem com bom poder de compra em relação aos principais insumos utilizados na atividade.
De acordo com os dados do Cepea, esse cenário positivo ocorre mesmo diante das variações nos custos de produção, o que contribui para manter a atividade relativamente equilibrada no curto prazo.
No comércio exterior, as exportações brasileiras de tilápia e de produtos derivados continuaram apresentando crescimento ao longo de fevereiro.
Apesar do avanço mensal, o volume embarcado ainda permanece abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, indicando que o setor ainda não recuperou totalmente o ritmo observado em 2025.
Embora o volume exportado tenha aumentado em fevereiro, a receita obtida com as vendas externas não apresentou crescimento.
Esse resultado está relacionado à desvalorização do dólar frente ao real, fator que reduz o valor recebido em moeda nacional pelos exportadores brasileiros.
O desempenho do mercado de tilápia nos próximos meses deverá continuar sendo influenciado por fatores como a evolução da demanda interna, a disponibilidade de peixes e as variações no câmbio, que impactam diretamente a competitividade das exportações brasileiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
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