Aquicultura e Pesca

Piscicultura Brasileira em 2026: Entre Tarifas Internacionais e Regulamentação Interna

Exportações de Tilápia Enfrentam Desafios com Tarifas dos EUA


Publicado em: 21/01/2026 às 11:15hs

Piscicultura Brasileira em 2026: Entre Tarifas Internacionais e Regulamentação Interna

A piscicultura nacional começa 2026 com cenário mais previsível, após ajustes relacionados ao comércio internacional e debates regulatórios importantes. A demanda pelo peixe permanece estável, os investimentos em tecnologia seguem avançando e a cadeia produtiva demonstra crescente profissionalização. No entanto, o ritmo de crescimento ainda depende da evolução das negociações externas e da estabilidade das regras internas.

Entre os fatores críticos, destacam-se as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre a tilápia brasileira, que em 2025 limitaram o crescimento das exportações e forçaram a diversificação de mercados. O setor espera que futuras revisões dessas taxas aumentem a competitividade do produto nacional, especialmente em mercados estratégicos para volume e planejamento produtivo.

União Europeia Surge como Alternativa Promissora

Diante das limitações no mercado norte-americano, a União Europeia aparece como um destino promissor para ampliar a presença internacional da tilápia brasileira. A retomada das exportações suspensas desde 2018 depende, entretanto, de alinhamento regulatório e de uma estratégia comercial mais ativa, apontam especialistas do setor.

Regulamentação Interna Mantém Produtores em Alerta

No mercado interno, o ambiente regulatório continua sendo um ponto de atenção. A proposta de atualização da Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras, apresentada em 2025 e que incluía a tilápia, foi suspensa após reação do setor. Apesar da suspensão, o debate deve retornar ao longo de 2026, mantendo produtores em estado de alerta.

“Essa sugestão gerou forte reação do setor produtivo, já que a tilápia é a espécie mais cultivada do país. Qualquer mudança poderia impor novas exigências e restrições ao manejo e à expansão da atividade. A suspensão do processo no início de dezembro trouxe alívio momentâneo, mas não encerrou a discussão. Espera-se que o tema volte em 2026, reforçando a importância da segurança jurídica e do reconhecimento do papel estratégico da tilápia na economia, geração de empregos e abastecimento nacional”, afirma Juliano Kubitza, diretor da Fider Pescados.

Perspectivas para 2026

O setor mantém otimismo cauteloso. O equilíbrio entre abertura de mercados externos e definição regulatória interna será determinante para o crescimento sustentável da piscicultura brasileira, consolidando a tilápia como peça-chave no desenvolvimento econômico e na cadeia de suprimento nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

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