Publicado em: 23/01/2026 às 12:30hs
A apicultura se tornou o novo caminho de Gilberto Souza e Natália Lacerda Magalhães, moradores de Felisburgo, no Vale do Jequitinhonha. Gilberto, que atuava na indústria de equipamentos médicos, teve o primeiro contato com as abelhas Apis mellifera em 2018, por intermédio de um cunhado apicultor.
“Fui me identificando com o ramo e decidi montar o apiário junto com meu cunhado. Natália e eu fizemos cursos sobre manejo de abelhas e extração de mel. Sempre buscávamos melhorar”, relata Gilberto.
No início, a produção era artesanal, com retorno financeiro limitado, o que levou Gilberto a retomar o trabalho no setor industrial enquanto Natália mantinha o apiário. Em 2024, com a aposentadoria, ele retornou integralmente à apicultura, encerrando a sociedade com o cunhado e ficando apenas com Natália no comando da Taia e Gil Apicultura. Hoje, o casal produz cerca de uma tonelada de mel por ano.
A transformação de um pequeno espaço na Fazenda Córrego Seco deu origem ao apiário familiar, com foco em qualidade e sustentabilidade.
“Enfrentamos muitas dificuldades, mas seguimos todos os trâmites do Consórcio Intermunicipal e Multifinalitário do Baixo Jequitinhonha (Cimbaje). Assumi a responsabilidade técnica da empresa e conquistamos a certificação de extensão do SIM (Serviço de Inspeção Municipal). Agora aguardamos o certificado SISBI”, explica Gilberto.
O apoio da Emater-MG foi fundamental para o cadastramento no Cadastro Nacional de Agricultura Familiar (CAF) e para a inclusão no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
O crescimento da demanda por alimentos saudáveis e sem aditivos químicos tem impulsionado a comercialização dos produtos do casal, que inclui mel, extrato de própolis e hidromel.
Atualmente, as vendas são feitas em lojas especializadas e pelas redes sociais. O casal também aguarda autorização para comercializar pela plataforma da Emater, ÉdoCampo, além de negociações para participar da feira mensal na Assembleia Legislativa, em Belo Horizonte.
Os extensionistas da Emater-MG, Miguel Ferreira Morais e Gilson Rodrigues, destacam a dedicação do casal como exemplo para jovens apicultores do programa Futuro no Campo.
“A persistência do casal mostra que a apicultura pode ser uma atividade econômica sustentável e de alta qualidade. Além disso, contribui para a capacitação de novas gerações e a sucessão rural em Minas Gerais”, ressaltam os especialistas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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