Publicado em: 10/03/2017 às 10:10hs
As cotações futuras da soja negociadas na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a sessão desta sexta-feira (10) em campo negativo. Às 8h51 (horário de Brasília), as principais posições da oleaginosa testavam quedas de 5 pontos. Novamente, o março/17 perdeu a referência dos US$ 10,00 por bushel e era cotado a US$ 9,95 por bushel. Já o maio/17 trabalhava a US$ 10,06 por bushel.
De acordo com dados das agências internacionais, o mercado ainda sente os reflexos dos números reportados no relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). O boletim foi divulgado nesta quinta-feira.
"O USDA fixando a safra do Brasil em 108 milhões de toneladas estabelece um tom de longo prazo de baixa quando o adicional está indo direto para o corredor de exportação", disse Joe Lardy na CHS Hedging.
Além disso, o departamento aumentou a participação do Brasil nas exportações à medida que reduziu as projeções para os embarques de soja dos EUA. "A maioria das pessoas supôs que o departamento iria aumentar as exportações norte-americanas e, portanto, veríamos uma redução nos estoques finais, mas isso foi na direção oposta", reportou Lardy ao site internacional Agrimoney.com.
Confira como fechou o mercado nesta quinta-feira:
Soja recua e atinge menor patamar dos últimos 2 meses nesta 5ª feira após atualizações do USDA
A sessão desta quinta-feira (9) foi de queda aos preços da soja negociados na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais posições da commodity finalizaram o dia com quedas de mais de 10 pontos, uma desvalorização de mais de 1%. No encerramento do pregão, as cotações recuperaram parte da queda e o março/17 conseguiu retornar ao patamar de US$ 10,00 por bushel. Já o maio/17 era cotado a US$ 10,11 por bushel.
De acordo com dados reportados pela Reuters internacional, os preços da oleaginosa cederam e atingiram os menores patamares dos últimos dois meses diante das novas projeções trazidas pelo relatório de oferta e demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). Assim como o esperado pelos participantes do mercado, o órgão revisou para cima a safra brasileira de soja. A perspectiva é que sejam colhidas 108 milhões de toneladas do grão nesta temporada.
O número indicado ficou acima da projeção média dos investidores, de 106,1 milhões de toneladas. Ainda hoje, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) estimou a safra do país em 107,6 milhões de toneladas, um aumento de 12,8% em relação à temporada passada. O USDA ainda trouxe uma elevação para as exportações brasileiras, de 59,5 milhões para 61 milhões de toneladas.
No caso da safra americana, um dos destaques, segundo os analistas, foi a ligeira revisão nas exportações. Para essa temporada, a projeção é que sejam exportadas 55,11 milhões de toneladas do grão, contra as 55,79 milhões de toneladas estimadas no boletim de fevereiro.
"O USDA finalmente reconheceu que as exportações não serão tão grandes quanto o esperado nesta temporada devido ao aumento das safras na América do Sul", disse Terry Reilly, analista sênior de commodities da Futures International, entrevista à Reuters.
Ainda nesta quinta-feira, o USDA trouxe seu novo boletim de vendas para exportação. Na semana encerrada no dia 2 de março, as vendas de soja somaram 515,1 mil toneladas. Do total, 485,5 mil toneladas são referentes à temporada 2016/17 e o restante, de 29,6 mil toneladas, da safra 2017/18. As estimativas giravam em torno de 350 mil a 650 mil toneladas do grão.
No acumulado da temporada, as vendas de soja norte-americanas somam 52,988 milhões de toneladas. No mesmo período do ano anterior, o número era de 42.668,4 milhões de toneladas.
Mercado interno
Enquanto isso, no mercado interno brasileiro os preços da soja não apresentaram modificações muito significativas, conforme levantamento realizado pelo economista do Notícias Agrícolas, André Lopes. Em Luís Eduardo Magalhães (BA), o preço caiu 3,17%, com a saca da oleaginosa a R$ 61,00. Na região de Sorriso (MT), o dia também foi de queda, cerca de 1,79%, com a saca a R$ 55,00.
Nos portos brasileiros, os preços da soja também recuaram nesta quinta-feira. Em Paranaguá, o disponível terminou o dia a R$ 72,50 a saca, com perda de 0,68%. O mesmo patamar e desvalorização foram registrados no preço futuro, para entrega em março/17. No terminal de Rio Grande, a perda no preço futuro foi de 0,67%, com a saca a R$ 74,50.
Apesar da queda mais forte no mercado internacional, as cotações também o comportamento do câmbio. Hoje, a moeda norte-americana avançou 0,73% e finalizou o dia a R$ 3,1947 na venda. Ainda segundo a Reuters, os investidores estão atentos à nova possibilidade de aumento na taxa de juros nos EUA e aguardam o relatório do mercado de trabalho, que será divulgado nesta sexta-feira. A cena política brasileira também segue no radar.
Em recente entrevista ao Notícias Agrícolas, o analista de mercado da Novo Rumo Corretora, Mario Mariano, destacou que 32% da safra de soja já foi negociada.
Fonte: Notícias Agrícolas
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