Publicado em: 14/03/2014 às 09:50hs
Os líderes do setor produtivo decidiram cobrar dos pré-candidatos ao Governo do Estado, nas eleições de outubro deste ano, a defesa dos interesses do agronegócio, setor responsável por impulsionar a economia de Mato Grosso.
Mesmo sem declarar apoio a um dos virtuais candidatos ao Palácio Paiaguás, representantes do setor deixam claro que têm a intenção de participar de forma mais ativa no processo eleitoral deste ano.
Os produtores exigem comprometimento de todos os candidatos que vão estar na corrida eleitoral, sob pena de quem não aceitar as propostas - que estão sendo elaboradas em encontros - acabar sem o apoio da classe.
“Se o candidato não for comprometido, perderá o apoio do agronegócio”, declarou o presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Carlos Fávaro, em entrevista aoMidiaNews.
“Nosso objetivo é bastante estratégico, sem ideias românticas. Vamos apresentar propostas e, depois, vamos cobrar de quem for eleito”, disse.
No cenário político-eleitoral de Mato Grosso, o senador Pedro Taques (PDT) deve lançar oficialmente a pré-candidatura ao Palácio Paiaguás ainda neste mês.
Os partidos governistas ainda não definiram um candidato. Disputam a candidatura o ex-vereador por Cuiabá, Lúdio Cabral, o juiz federal Julier Sebastião da Silva (sem partido), o vice-governador Chico Daltro (PSD) e o pecuarista Maurício Tonhá (PR), ex-prefeito de Água Boa.
O PHS (Partido Humanista Social) lançou como pré-candidato o jornalista José Marcondes, o "Muvuca".
O setor do agronegócios em Mato Grosso ganhou destaque no mês passado, depois de a presidente Dilma Rousseff (PT), que disputará a reeleição, lançar em Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte de Cuiabá), a campanha da safra agrícola 2013/2014.
Pesquisa
Carlos Fávaro é um dos integrantes do "Fórum Agro MT", que tem feito reuniões mensalmente para se discutir os problemas e os rumos do agronegócio mato-grossense, bem como propor mudanças nas políticas públicas voltadas para o setor.
Uma pesquisa será realizada para ouvir dos 50 principais produtores de Mato Grosso o que eles esperam do futuro governante, bem como o que poder ser feito para melhorar o Estado, principalmente quando o assunto é logística.
Estima-se que hoje o setor perca cerca de R$ 1 bilhão por ano com problemas para escoar a safra, principalmente pelas estradas. “Mato Grosso precisa repensar a infraestrutura logística”, disse Fávaro.
Logística
Além da Aprosoja, outras 4 entidades participam do Fórum Agro MT: Famato, Acrimat, Ampa e Aprosmat.
O presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), pecuarista José Bernardes, afirmou que esse é um momento importante para o setor produtivo entrar na discussão sobre política.
Bernardes acredita que a falta de logística tem que ser encarada com seriedade pelo futuro governante em Mato Grosso, Estado que exporta a maior parte da produção de carne.
“Queremos um posicionamento da classe política. A logística é uma das principais dificuldades, principalmente neste período de chuva, e precisa ser melhorada o quanto antes”, afirmou.
Ele citou o projeto "Acrimat em Ação", que vai ouvir cerca de 4 mil produtores espalhados por 30 municípios, com objetivo de saber as dificuldades de cada local.
“Queremos contribuir neste processo com um levantamento junto aos produtores. Todo político precisa saber das demandas e discutir como elas podem ser enfrentadas”, declarou.
Todas as propostas selecionadas pelas entidades vão ser compiladas em um documento final, que será entregue pelo Fórum Agro MT aos candidatos ao Governo do Estado.
Fonte: Midia News
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