Publicado em: 19/02/2024 às 11:15hs
A contínua disparidade entre compradores e vendedores mantém um cenário desafiador para as negociações no mercado doméstico de arroz. O analista e consultor de Safras & Mercado, Élcio Bento, destaca que a iminência da colheita da safra nova dá vantagem aos compradores, influenciando na dinâmica de formação de preços.
Com a colheita ainda em estágio inicial, a oferta no mercado disponível permanece limitada. Bento observa que algumas indústrias, necessitando de suprimentos até a chegada dos lotes da nova safra, continuam realizando compras de pequenos lotes, enquanto outras adotam uma postura defensiva.
No Rio Grande do Sul, principal referência nacional para o preço do arroz (58/62% de grãos inteiros e pagamento à vista), a média da saca de 50 quilos fechou em R$ 116,76 na quinta-feira (15), comparada aos R$ 119,10 do dia 8. Em relação ao mês passado, a retração acumulada é de 10,94%, embora os ganhos ainda se mantenham significativos em comparação ao mesmo período do ano anterior, com uma alta acumulada de 34,65%.
No cenário internacional, destaca-se a projeção para a área plantada com arroz nos Estados Unidos em 2024, que deverá alcançar 2,9 milhões de acres, conforme anunciado no Fórum Anual do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Além disso, o presidente da Indonésia, Joko Widodo, prevê uma ligeira diminuição nos preços do arroz no país nas próximas semanas, enquanto aguardam a chegada de suprimentos, buscando acalmar os consumidores diante das restrições recentes à venda em estabelecimentos desde o final de 2023.
Fonte: Portal do Agronegócio
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