Mercado de soja deve seguir movimentado no Brasil

O mercado brasileiro de soja deverá seguir movimentado nesta quinta, apesar da instabilidade de Chicago e do dólar. Os prêmios sobem e há sinais de boa demanda na exportação. Internamente, os produtores aproveitam a recente melhora no quadro para negociar


Publicado em: 06/07/2023 às 10:41hs

Mercado de soja deve seguir movimentado no Brasil

O mercado teve uma quarta bastante movimentada na soja. Logo pela manhã, com as altas de Chicago e do dólar, ainda que os prêmios estivessem negativos, os preços subiram no Brasil. Ao final da sessão, as condições mudaram, mas a valorização permaneceu.

Analistas de SAFRAS & Mercado estimam que de 200 mil a 300 mil toneladas de soja tenham sido negociadas. Os pagamentos seguem para meses mais à frente. Grandes lotes foram movimentados no Paraná, no Rio Grande do Sul, em São Paulo e no Mato Grosso do Sul.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos de soja subiu de R$ 139,00 para R$ 142,00. Na região das Missões, a cotação avançou de R$ 138,00 para R$ 140,00. No Porto de Rio Grande, o preço cresceu de R$ 147,00 para R$ 149,00.

Em Cascavel, no Paraná, o preço aumentou de R$ 130,00 para R$ 133,00. No porto de Paranaguá (PR), a saca foi de R$ 140,00 para R$ 143,00.

Em Rondonópolis (MT), o valor da saca subiu de R$ 117,00 para R$ 119,00. Em Dourados (MS), a cotação estabilizou em R$ 122,00. Em Rio Verde (GO), a saca valorizou de R$ 116,00 para R$ 119,00.

CHICAGO
  • Os contratos com vencimento em novembro operam com alta de 0,25%, cotados a US$ 13,58 1/2 por bushel.
  • A volatilidade predomina, com o mercado buscando uma consolidação frente aos ganhos acumulados recentemente – quando pesou a área menor que o esperado nos Estados Unidos.
  • As atenções seguem voltadas para o clima no país, onde muitas áreas sofrem com o déficit hídrico.
PRÊMIOS
  • Os preços FOB da soja subiram ontem nos portos brasileiros, seguindo a sinalização dos contratos futuros em Chicago e a recuperação dos prêmios. A atividade melhorou, com sinais de aquecimento da demanda pelo produto brasileiro.
  • Os prêmios de exportação da soja estavam em -200 a -140 sobre Chicago no final da quarta no Porto de Paranaguá, para julho. Para agosto, o prêmio era de -90 a -85. Para setembro de 2023, o prêmio estava em -10 a +35 pontos, conforme dados de SAFRAS & Mercado.
  • O preço FOB (flat price) para julho ficou entre US$ 495,00 e US$ 517,10 a tonelada na segunda-feira. No dia anterior, a cotação oscilou entre R$ 493,10 e R$ 509,60.
CÂMBIO
  • O dólar comercial opera com alta de 0,02% a R$ 4,852. O Dollar Index recua 0,41% a 102,95 pontos.
INDICADORES FINANCEIROS
  • As principais bolsas da Ásia fecharam em baixa. Xangai, -0,54%; Tóquio, -1,7%.
  • As principais bolsas na Europa operam em baixa. Paris, -1,89%; Frankfurt, -1,16%; Londres, -1,31%.
  • O petróleo registra instabilidade. O WTI para agosto sobe 0,02% para US$ 71,81 o barril.
AGENDA
    • EUA: O resultado da balança comercial de maio será publicado às 9h30 pelo Departamento do Comércio.
    • EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h pelo Departamento de Energia (DoE).
    • Dados sobre o desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.
    • Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.
    • Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.
  • Sexta-feira (7/07)
    • Alemanha: A produção industrial de julho será publicada às 3h pela Destatis.
    • A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga, às 8h, o IGP-DI de junho.
    • Exportações semanais de grãos dos EUA – USDA, 9h30.
    • EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego referentes a junho serão publicados às 9h30 pelo Departamento do Trabalho.
    • A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulga, às 10h, os dados de exportação, importação e produção de veículos referentes a junho.
    • O Imea divulga relatório sobre a evolução das lavouras no Mato Grosso.

Fonte: Agência SAFRAS

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