Olá, Visitante Entre Cadastre-se EAD

Portal do Agronegócio


Soja sobe na Bolsa de Chicago nesta 5ª feira após semana de baixas intensas

Os preços da soja sobem nesta manhã de sexta-feira (19) na Bolsa de Chicago. As cotações, por volta de 8h05 (horário de Brasília), subiam entre 3,50 e 4,25 pontos nos principais contratos, com o agosto valendo US$ 8,85 e o novembro, US$ 9,03 por bushel.

Após consecutivas perdas intensas, o mercado busca agora uma recuperação e um reposicionamento em uma semana marcada por mudanças nas previsões climáticas, nas notícias vindas da demanda - principalmente em um novo cancelamento da China nos EUA. As baixas, segundo explicaram analistas e consultores, acabam atraindo compradores que buscam por oportunidades em um mercado que neste momento se mostra tão volátil.

E de um lado, a demanda fraca nos EUA ainda mantém os preços pressionados, enquanto as previsões climáticas seguem trazendo uma falta de direção para as cotações. O mercado está bastante sensível às mudanças nos mapas e sustenta seu foco principal ainda nestas informações.

"Novas rodadas de chuvas voltam a ser ofe oferecidas para Wisconsin, norte de Illinois e norte de Indiana. De “pouco em pouco”, o Centro norte-americano tem sido regado. Entretanto, a ARC alerta que precipitações constantes e com altos índices ainda são necessárias ao longo dos próximos meses, uma vez que a safra do Cinturão Agrícola ainda tem um longo caminho de desenvolvimento pela frente", explicam os analistas da ARC Mercosul.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Soja: Mercado no Brasil sente pressão das baixas do dólar e em Chicago nesta 5ª

Nesta quinta-feira (18), a estabilidade observada na Bolsa de Chicago entre os preços da soja parece ter se estendido para as referências no interior do Brasil. Nas principais praças de comercialização do interior do país, as cotações da oleaginosa permaneceram inalteradas e com o volume de negócios ainda bastante limitado. As operações estão fracas tanto com o remanescente da safra velha, como com a oferta da temporada 2019/20.

O mercado vem registrando apenas pequenas variações pontuais diante de uma busca por direção dos futuros da commodity na Bolsa de Chicago e de incertezas que rondam também o mercado cambial neste momento. A cena política aquecida internamente, principalmente em função do avanço da reforma da Previdência na Câmara dos Deputados, também mudou a trajetória do dólar e o movimento pesa diretamente sobre a formação dos preços nacionais.

Somente nesta quinta, a perda da moeda americana foi de quase 1% para R$ 3,729 e, apesar da estabilidade no interior - com baixas apenas localizadas, nos portos as cotações recuaram. Em Paranaguá, a soja disponível foi a R$ 77,50 por saca, com queda de 0,64% e para agosto, R$ 78,00, com queda de 1,27%. Em Rio Grande, R$ 77,50 e R$ 78,50, respectivamente, com perda de 0,64% e estabilidade na referência do mês que vem.

Algumas praças como Assis, em São Paulo, perderam 0,57% para R$ 70,00 a saca, São Gabriel do Oeste/MS, com baixa de 2,24% e R$ 65,50 ou Sorriso/MT, com queda de 1,59% para R$ 62,00.

Para o economista chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, a trajetória de queda do dólar a partir de setembro poderia levar a divisa aos R$ 3,50 no final do ano e esse é uma perna da formação dos preços que merece atenção redobrada do produtor brasileiro neste momento. Segundo ele, os ajustes na reforma da Previdência e mais a possível alta dos juros nos EUA serão determinantes para a intensidade do recuo do dólar.

E também nesta quinta-feira, os prêmios pagos pela soja brasileira registraram baixas consideráveis. As principais posições de entrega perderam entre 2,44% e 5,56%, e os valores passaram a valer entre 80 e 90 cents de dólar acima das cotações praticadas na Bolsa de Chicago.

BOLSA DE CHICAGO

E na Bolsa de Chicago, os futuros da soja finalizaram o dia com pequenas baixas entre os principais contratos, de pouco mais de 1 ponto. O agosto fechou o dia com US$ 8,81 e o novembro, US$ 8,99 por bushel.

O foco do mercado sobre o clima dos EUA. O momento é de muita incerteza, com divergências entre os modelos climáticos e mudanças rápidas que são observadas nos mapas de previsões e que mantêm o mercado bastante inseguro, como disse o consultor em agronegócios Ênio Fernandes, da Terra Agronegócios.

Mais do que isso, os traders também se mostram muito ansiosos à espera dos novos números de área dos EUA. Segundo eles, além do clima, esse será o fator mais importante na determinação do tamanho real da safra norte-americana 2019/20.

Até que estes dados cheguem, em 12 de agosto, segue a volatilidade e a tentativa de um bom reposicionamento por parte dos participantes do mercado.

Mais do que isso, o desempenho fraco das vendas semanais para exportação dos EUA na última semana também limitaram as cotações na CBOT.

O novo boletim semanal de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe números mais uma vez bastante fracos para a soja. Na semana encerrada em 11 de julho, os EUA venderam somente 127,9 mil toneladas da oleaginosa da safra velha. O volume é 3% menor do que o da semana anterior, e 68% mais baixo do que a média das últimas quatro semanas, ainda assim ficou dentro das expectativas do mercado de 100 mil a 700 mil toneladas. A Indonésia foi a maior compradora da semana.

Em todo o ano comercial 2018/19, os norte-americanos já comprometeram 48.660,1 milhões de toneladas de soja, contra 57,64 milhões do ano passado, nesse mesmo período. O USDA espera que a temporada se encerre com 46,27 milhões.

Data de Publicação: 19/07/2019 às 10:30hs
Fonte: Notícias Agrícolas
◄ Leia outras notícias
Portal do Agronegócio Desenvolvido por: