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Soja sobe em Chicago nesta 6ª e ainda divide atenção entre nova safra e política

No pregão desta sexta-feira (16), os preços de soja negociados na Bolsa de Chicago trabalham em campo positivo e buscando, novamente, uma recuperação depois das baixas fortes de ontem. Por volta de 8h10 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa subiam entre 5 e 5,75 pontos, com o novembro sendo cotado a US$ 8,75 e o março/20, US$ 9,02.

O mercado divide suas atenções enre seus fundamentos - principalmente aquelas relacionaodos à demande a nova safra dos Estados Unidos - e as questões políticas e do mercado financeiro. As incertezas ainda são muitas em torno da nova temporada norte-americana, bem como sobre a guerra comercial entre China e EUA.

No paralelo, segue também a atenção voltada ao clima dos Meio-Oeste americano e às previsões para os próximos dias. A preocupação dos produtores é bem grande diante de um atraso das lavouras que é o maior da história dos EUA.

Para o analista da Price Futures, Jack Scoville, essas incertezas todas ainda podem ter impacto sobre a formação dos preços. Segundo ele, o contrato novembro ainda pode perder cerca de 10 centavos de dólar, com o os US$ 8,60 sendo o 'fundo do poço'.

Afinal, não há ainda uma certeza sobre o tamanho da safra, justamente, em função desse atraso severo dos campos americanos.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Soja: Com vendas de mais de 3 mi de t nas últimas duas semanas, preços seguem fortes

O Brasil teve mais um dia de bons negócios no mercado da soja nesta quinta-feira (15) mesmo diante das baixas intensas registradas pelos futuros da oleaginosa na Bolsa de Chicago e da correção do dólar. Os prêmios forte, acima dos 120 pontos sobre as cotações da CBOT e com a demanda intensa pelo produto brasileiro. Somente hoje foram mais de 300 mil toneladas, mas entre a semana passada e esta, o Brasil já vendeu mais de 3 milhões de toneladas.

Os preços nos portos do país ainda variam, para a safra velha, entre R$ 85,50 e R$ 86,50 por saca, com alguns vendedores buscando até os R$ 87,00 nas posições ligeiramente mais distantes como final de setembro e início de outubro.

"Temendo que não haja oferta mais adiante e evitando depender dos EUA, porque sabem que a guerra comercial ainda vai longe, os compradores estão entrando forte no mercado brasileiro para garantir sua soja. Estão fixando em reais e fazendo suas posições", explica o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

Ainda de acordo com o executivo, o Brasil teria cerca de apenas 3 milhões de toneladas de soja que ainda poderiam ser comprometidas com a exportação, um volume bastante ajustado diante de uma demanda tão aquecida. "Poderemos ter um problema de abastecimento e, talvez, até que importar alguma coisa no final do ano", diz.

E o produtor brasileiro está aproveitando o momento e as oportunidades, fazendo bons negócios neste cenário. Somente esta semana, segundo números levantados pelo SIMConsult, a China comprou 20 navios de soja do Brasil, mostrando que sua demanda está de fato concentrada por aqui.

Ao mesmo tempo, o boletim semanal de vendas para exportação divulgado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe novos "cancelamentos" por parte da China, mostrando que de fato eles estão evitando o mercado norte-americano.

O saldo da semana para a temporada 2018/19 foi de 109,9 mil toneladas canceladas. Mais conhecido como um movimento chamado de 'washout', tais cancelamentos podem ser rolagens de posições somente.

E esses dois movimentos combinados também ajudaram a pressionar as cotações na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira. O mercado internacional encerrou o pregão com perdas de pouco mais de 7 pontos nos principais contratos, com o novembro sendo cotado a US$ 8,70 por bushel, enquanto o março/20 foi a US$ 8,97.

"Essa agitação no mercado brasileiro, muitos negócios, bom fluxo e os poucos negócios acontecendo nos Estados Unidos foram fatores de pressão sobre Chicago neste pregão. O mercado observa isso também", explica o consultor da Brandalizze Consulting.

DÓLAR

Nesta quinta-feira, o dólar caiu forte e registrou, segundo a Reuters, sua baixa mais intensa em um mês com o anúncio do Banco Central de vendas de reservas. A divisa perdeu 1,24%, para fechar em R$ 3,9903.

"O dólar registrou nesta quinta-feira a maior queda diária em um mês, caindo abaixo da marca de 4 reais, com investidores ajustando o preço do câmbio diante da perspectiva de injeção direta de liquidez dentro do novo modelo de atuação do Banco Central (...)

A moeda norte-americana já começou o pregão em baixa e chegou a anular a queda em dois momentos, mas na parte da tarde firmou alívio conforme os mercados externos melhoraram o sinal, a despeito da persistente incerteza sobre a economia global por causa do embate tarifário entre China e Estados Unidos", noticiou a agência.

Data de Publicação: 16/08/2019 às 10:30hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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