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Soja opera com estabilidade nesta 4ª em Chicago e busca redefinir sua direção

Os preços da soja caminham em queda nesta manhã de quarta-feira (14), mas beirando a estabilidade. Perto de 9h30 (horário de Brasília) as cotações recuavam entre 5 e 6 pontos, depois das altas do pregão anterior. Assim, o novembro/19, referência para a nova safra norte-americana, operava com US$ 8,83 por bushel.

O mercado internacional busca agora redefinir seu caminho. Depois da divulgação dos números do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os traders seguem acompanhando de perto o desenvolvimento da nova safra do país para entender se os dados serão confirmados efetivamente.

Mais do que isso, o mercado se atenta também aos dados de área, aos números do Prevent Plant e à percepção dos produtores norte-americanos diante da produção de soja e milho.

Ao mesmo tempo, atenção redobrada às questões ligadas à guerra comercial entre China e Estados Unidos. O presidente Donald Trump adiou as novas tarifas sobre produtos chineses de setembro para dezembro, o que animou o mercado e o que provoca especulações de que a China poderia sinalizar um novo gesto de boa vontade, talvez até mesmo com algumas compras de produtos agrícolas dos EUA.

E com a proximidade do início da nova safra da América do Sul, atenção também à crise na Argentina, segundo explicam analistas e consultores de mercado.

"O relatório do USDA e o adiamento das sobretaxas sobre produtos chineses pelos americanos impedem novas quedas. Enquanto isso, traders de olho na Argentina, onde a crise politica no país pode levar o produtor a segurar a soja para só negociar após as eleições de outubro. A crise na Argentina pode respingar até no Brasil", explica Steve Cachia, consultor da Cerealpar e da Agro Culte.

Veja como fechou o mercado nesta terça-feira:

Soja se recupera em Chicago e preços têm nova alta no Brasil, subindo até 3%

Uma combinação de compras especulativas com o anúncio do adiamento das novas tarifas dos EUA sobre a China de setembro para dezembro motivaram altas dos futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago em um dia de recuperação depois das baixas registradas no pregão anterior.

As posições mais negociadas da oleaginosa encerraram o dia com altas de 9,25 a 10,50 pontos de ganhos, com o novembro/19, atual referência para o mercado e para a nova safra norte-americana, terminando o dia a US$ 8,89 por bushel. Ao longo da sessão, o fôlego do mercado foi ainda maior e os avanços chegaram a superar os 13, 14 pontos entre os principais contratos.

"O movimento do governo Trump foi suficiente para trazer novas esperanças de que as negociações entre os dois países sejam retomadas, o que poderá atrair a demanda chinesa sobre a soja do país", explicam os analistas de mercado da ARC Mercosul.

O ato de Trump, afinal, poderia fazer com que a China respondesse com mais um gesto de boa vontade, realizando algumas compras de produtos agrícolas norte-americanos, entre eles a soja, e as especulações contribuíram para o movimento positivo desta terça.

E não só a soja subiu, mas as commodities de uma forma generalizada neste segundo pregão da semana. A notícia trouxe mais apetite ao risco depois do dia tenso de ontem e diante da tensão generalizada de que o conflito comercial entre chineses e americanos já tem promovido uma desaceleração do crescimento econômico mundial, o que poderia evoluir, inclusive, para uma recessão.

Na Bolsa de Nova York, os futuros do café arábica e do algodão subiram mais de 2%, enquanto o petróleo registrou ganhos de mais de 3%. O açúcar subiu mais de 1%.

Ainda em Chicago, o trigo amenizou os ganhos e terminou o dia com estabilidade, enquanto o milho registrou mais um dia de baixas intensas que superaram os 4% na Bolsa de Chicago. Os futuros do cereal seguem pressionados pelos últimos números trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), os quais vieram bem díspares das expectativas do mercado e trazendo um aumento das estimativas de produção e produtividade nos EUA depois de todos os problemas causados pelo clima.

PREÇOS NO BRASIL

No Brasil, os preços tiveram mais uma rodada de altas nesta terça-feira. No interior do país, as cotações subiram entre 1,49% e até 3,85%, como foi o caso de Ponta Grossa, no Paraná, onde a saca de soja fechou o dia com R$ 81,00. Em Rondonópolis, no Mato Grosso, alta de 2% para R$ 76,50.

Nos portos, os indicativos também subiram. No terminal de Imbituba e São Francisco, ambos em Santa Catarina, as cotações tiveram ganho de 2,40% e 0,35%, respectivamente, para R$ 85,50 por saca. Em Rio Grande e Paranaguá, preços subindo mais de 1% e variando entre R$ 82,50 e R$ 84,50.

O mercado nacional tem vivido um momento de recuperação das cotações da soja ainda diante de bons prêmios, um dólar próximo dos R$ 4,00 e de boa demanda tanto na exportação, quanto na importação.

E os produtores brasileiros, como explicou o analista de grãos da Informa Economics FNP, Vitor Belasco, estão aproveitando as oportunidades que estão sendo apresentadas pelo mercado e participando delas, com cautela e nos momentos oportunos.

Data de Publicação: 14/08/2019 às 10:50hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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