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Soja: Mercado em Chicago se mantém estável à espera dos novos números do USDA nesta 6ª

Em dia de novo boletim mensal do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), o mercado da soja volta a operar com estabilidade na Bolsa de Chicago na manhã de sexta-feira (8). Por volta de 7h40 (horário de Brasília), os futuros da oleaginosa registravam pequenas oscilações de 0,25 a 1 ponto, testando os dois lados da tabela.

Assim, o contrato janeiro tinha US$ 9,36 e o maio/20, referência para a safra brasileira, tinha US$ 9,60 por bushel.

O mercado espera por números da soja menores do que os do boletim anterior sobre produção, produtividade, área colhida e estoques finais. O boletim será reportado às 14h (Brasília).

A guerra comercial entre China e Estados Unidos também permanece no radar dos traders, com uma expectativa melhor depois da notícia de que os americanos concordaram com a nação asiática em reduzir fase a fase as tarifas dos dois lados.

EXPECTATIVAS PARA O RELATÓRIO

As expectativas para a safra de soja dos EUA são de 92,49 a 98,22 milhões de toneladas, com média de 95,53 milhões. Em outubro, o estimado foi de 96,62 milhões de toneladas e a temporada 2018/19 somou 120,51 milhões de toneladas colhidas pelos americanos.

A produtividade média esperada para a oleaginosa é de 52,22 sacas por hectare, contra 52,56 do mês passado. A média das expectativas para a área colhida com a soja é de 30,52 milhões de hectares, também menor do que o número de outubro, de 30,61 milhões.

Sobre os estoques finais, o mercado espera algo entre 8,33 e 14,18 milhões de toneladas, com média de 11,4 milhões. Há um mês, a estimativa do departamento foi de 12,52 milhões de toneladas. Os estoques finais norte-americanos da safra anterior foram de 24,85 milhões de toneladas.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

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O mercado da soja voltou a ter ganhos nesta quinta-feira (07), principalmente após a divulgação das vvendas semanais dos Estados unidos, que ficaram acima do esperado. Foram 1.807,4 milhão de toneladas, enquanto o mercado esperava algo entre 600 mil e 1,2 milhão de toneladas. O volume é 92% maior do que na semana anterior e 41% do que a média das últimas quatro semanas. A China foi a maior compradora.

No mercado interno brasileiro, o plantio da safra continua avançando. Em comparação com a soja americana, o produto brasileiro se mostra mais competitivo tanto no preço, quanto na qualidade. Mesmo com uma possível equalização tarifária para a commodity, ainda assim o Brasil teria um desconto de US$ 15 por tonelada em relação aos Estados Unidos.

Na referência porto, a soja nova foi negociada a R$ 88/89 com entrega para fevereiro. Com o câmbio se mantendo acima dos R$ 4, os produtopres voltam a considerar a comercialização, que ainda segue lenta.

Data de Publicação: 08/11/2019 às 11:10hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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