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Previsões de chuvas para os EUA sustentam novas altas para o milho em Chicago nesta quarta-feira

A quarta-feira (15) começa com mais valorização para os preços internacionais do milho na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam altas entre 10,75 e 11,25 pontos por volta das 08h53 (horário de Brasília). O vencimento julho/19 era cotado à US$ 3,76, o setembro/19 valia US$ 3,84 e o dezembro/19 era negociado por US$ 3,94.

Segundo análise de Bryce Knorr da Farm Futures, os preços do milho ampliaram os ganhos durante a noite, ajudando os futuros de julho a testar a linha de tendência dos máximos do mês passado.

“Enquanto mais chuvas se dirigem para o sistema fluvial neste fim de semana, alguns reboques podem estar se movendo para o sul em breve. Os níveis do rio em St. Louis podem cair abaixo do gatilho para a reabertura do porto hoje e três reboques com 39 barcaças desceram pela última eclusa ao norte de St. Louis ontem”, diz Knor.

Os analistas da Allendale aponta ainda que “As preocupações com o clima e o plantio nos EUA continuam, bem como a esperança de um acordo - em algum momento - entre China e Estdos Unidos”.

Confira como fechou o mercado na última terça-feira:

Com plantio americano em xeque, cotações do milho disparam em Chicago nesta terça-feira

A terça-feira (14) chegou ao fim com grandes valorizações para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram altas entre 11,25 e 13,00 pontos.

O vencimento maio/19 foi cotado à US$ 3,60, o julho/19 valeu US$ 3,68 e o setembro/19 foi negociado por US$ 3,77.

Segundo informações da Agência Reuters, os contratos futuros de milho dos EUA subiram mais de 3 por cento nesta terça-feira, já que os atrasos no plantio do centro-oeste provocaram uma onda de curtíssimas coberturas, disseram analistas.

“A reviravolta desta semana nos preços ocorreu quando os traders reconheceram a importância dos atrasos, fazendo com que as vendas se esgotassem, o short-covering e o bottom-picking se iniciassem”, disse Arlan Suderman, economista chefe de commodities da INTL FCStone.

O vice-presidente de pesquisa do RJ O'Brien, Rich Feltes, disse que “agora acho que estamos acorrentados aos caprichos dos modelos climáticos”.

Para Bryce Knorr, analista sênior do mercado de grãos da Farm Futures, diz que se 75% da safra tiver sido plantada até 19 de maio, é esperado um corte de 442 milhões de bushels. Se 65% da safra já tiver sido plantada, esse potencial corte de produtividade aumentará para 906 milhões de bushels.

Apenas 30% da safra de milho deste ano foi plantada até o dia 12 de maio, de acordo com o USDA. Isso caiu bem abaixo do palpite médio de 35% (mas as estimativas individuais variaram muito, de 29% para 41%). O ritmo de plantio também está muito atrás da taxa de 201% de 2018 e a média de cinco anos de 66%.

“O ritmo lento do plantio tem mais do que alguns agricultores preocupados. A menos que os céus claros e milhões de acres de sementes entrem no solo nos próximos 10 dias, mais deles estarão chamando seus distribuidores de sementes”, aponta Ben Potter, analista da Farm Futures.

Mercado Interno

No mercado interno as cotações analisadas seguiram a tendência de alta, mas ainda de maneira bem tímida.

O indicador Cepea apontou valorização de 0,73% e preço de R$ 33,17. Já o Imea indicou altas nas principais praças do Mato Grosso, como Sinop (0,97% e preço de R$ 20,80), Sorriso (0,95% e preço de R$ 21,25) e Lucas do Rio Verde (0,93% e preço de R$ 21,70).

De acordo com a Radar Investimentos, o mercado físico do milho seguiu lento. Os pontos que mais chamaram a atenção no início desta semana foram o aumento da tensão entre a guerra comercial entre China x EUA e o atraso do plantio norte-americano.

Data de Publicação: 15/05/2019 às 10:50hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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