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Pesquisa desenvolve farinha de pinhão

Para aproveitar o valor nutricional do pinhão como alimento funcional e sem glúten, a Embrapa Florestas (PR) desenvolveu dois tipos de farinha que podem ser utilizadas em diversas preparações alimentares como bolos, massas e pães. Feitos com pinhão cozido e pinhão cozido e seco, os novos produtos apresentam alto valor nutricional e são isentos de glúten, o que os torna uma excelente alternativa para dietas de pessoas que sofrem de doença celíaca.

A pesquisadora da Embrapa Cristiane Helm ressalta que o mercado para celíacos ou pessoas com dieta restrita ao glúten é crescente e aposta no diferencial da farinha de pinhão nesse nicho. “É um produto que proporciona uma boa aeração da massa, deixando pães, massas e bolos com sabor mais agradável, além de proporcionar um alto valor nutricional aos consumidores”, informa.

As duas farinhas possuem formas diferentes de preparo, processamento e indicação culinária, mas ambas podem ser utilizadas como ingrediente em receitas ou simplesmente misturadas na alimentação.

A farinha de pinhão cozido e seco tem uma vida-de-prateleira maior, já que a água livre é removida por secagem e atende à legislação para farinhas, que determina o limite máximo para o teor de umidade em 12%.

Além dos celíacos

Além de não conter glúten, o pinhão tem altos teores de proteínas de elevado valor biológico, pois contém todos os aminoácidos essenciais - que não são sintetizados pelo organismo humano - fibras alimentares e amido. Por isso, seu potencial como alimento funcional tem atraído o interesse de pesquisadores e consumidores.

O pinhão é um produto com baixo teor lipídico e seu sabor não altera produtos doces ou salgados, o que pode estimular a produção de barras de cereais tanto doces quanto salgadas. Análises sensoriais com produtos extrusados (chips), desenvolvidos pela Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), já estão sendo realizadas, com a possibilidade de compor alimentos menos calóricos e mais saudáveis.

“Nossas pesquisas apontam que o pinhão tem uma concentração de 3% de amido resistente, o que pode auxiliar na redução da glicemia”, atesta Cristiane Helm. "Por ser rico em fibras, seu consumo pode ajudar a prevenir doenças intestinais, além de ter baixo índice glicêmico e compostos antioxidantes”, completa.

A caracterização nutricional da semente mostra ainda a presença de ácidos graxos linoleico (ômega 6) e oleico (ômega 9), que contribuem para a redução do colesterol do sangue, ajudando na prevenção de doenças cardiovasculares. "No caso do amido resistente", explica Helm, "sua concentração de 3% no pinhão indica que pode ajudar na redução da glicemia".

Em busca de parceiros para produção

A pesquisadora Cristiane Helm conta que a farinha já comprovou seus excelentes resultados nos testes realizados. O produto encontra-se, agora, apto para produção em escala. “Acreditamos que pode ser de interesse de agroindústrias produzir e comercializar os dois tipos de farinha. Por isso, estamos em busca de parcerias para que, em breve, elas estejam disponíveis ao mercado consumidor”, anuncia.

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Data de Publicação: 12/07/2019 às 13:20hs
Fonte: Embrapa
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