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Pesquisa da EPAMIG aponta nova tecnologia como fator de melhora na produtividade e qualidade da bebida do café

O experimento foi realizado entre dezembro de 2010 e setembro de 2013, na Fazenda Experimental da EPAMIG, no município de Patrocínio, região do Triângulo Mineiro. A condução dos testes ficou a cargo dos pesquisadores Dr. Paulo Tácito Gontijo Guimarães e Dr. Kaio Gonçalves de Lima Dias.

Os pesquisadores realizaram a preparação do solo, com aplicação de calcário e de uma adubação de plantio. Após isso, foram plantadas mudas de cafeeiro da espécie Coffea arabica L. Para a plantação, a área de testes foi dividida em diferentes blocos.

Nesses blocos, foram aplicados três tratamentos: o primeiro não recebeu nenhuma adubação e serviu como controle; o segundo recebeu 617 kg por hectare de K2O na forma de Cloreto de Potássio (KCl), somando a adubação de plantio mais a adubação de produção; por fim, o terceiro tratamento recebeu 168 kg por hectare de K2O na forma de K Forte.

Após a colheita, foram avaliados parâmetros como a produtividade, os teores dos nutrientes no solo e a qualidade da bebida do café, assim como da atividade da enzima polifenoloxidase (PPO). Essa enzima, presente nos grãos do café está ligada a qualidade da bebida.

No artigo Nutrição mineral do cafeeiro e qualidade da bebida, a doutora em Nutrição de Solos pela Universidade de São Paulo, Hermínia Emilia Prieto Martinez afirma que condições adversas, como uma adubação incorreta, ou danos aos frutos prejudicam a atividade da polifenolixidase. E quanto menos atividade da enzima, pior a qualidade da bebida.

Os resultados mostraram que o tratamento com o K forte teve atividade da polifenoloxidase superior ao do tratamento com KCl e da testemunha.

Um dos fatores que prejudica a atividade da polifenoloxidase é o excesso de cloro, como demonstrado no estudo Qualidade de grãos de café beneficiados em resposta à adubação potássica, do Doutor em Ciência do Solo Enilson de Barros Silva.

Vale lembrar que, enquanto o K Forte é livre de cloro em sua composição, o KCl tem 47% desse elemento, sob a forma do ânion Cl-. Por isso, o uso do K Forte não prejudica a atividade da polifenoloxidase e traz um aumento na qualidade da bebida do café.

O teor de potássio no solo após o tratamento com K Forte aumentou: o resultado obtido foi de 70 mg/dm3, enquanto o teor de potássio do solo que não recebeu nenhum tratamento foi de 45 mg/dm3.

Mais produtividade e efeito residual - A produtividade também foi outro parâmetro analisado pelos pesquisadores durante o estudo. Os números mostraram que o tratamento com o K Forte teve um resultado superior ao da testemunha.

A produtividade em sacas de café beneficiado por hectare cultivados com o uso de K Forte foi de 31 sacas por hectare, enquanto o da testemunha foi de 23 sacas por hectare. Isso para a primeira colheita.

Como não houve reaplicação do K Forte durante o período do estudo, Paulo Tácito Guimarães e Kaio Gonçalves de Lima Dias afirmam que “os dados evidenciam o efeito residual do K Forte e seu potencial em disponibilizar potássio para as plantas”.

O efeito residual do K Forte está ligado a uma de suas características, que é a liberação progressiva dos nutrientes para o solo.

O K Forte não é lixiviável, ou seja, não se perde para as camadas mais profundas do solo em consequência da irrigação ou de fortes chuvas. Isso faz com que ele mantenha a sua carga de nutrientes disponível por mais tempo no solo, diferente dos fertilizantes convencionais.

Isso faz com que não sejam necessárias novas aplicações durante a safra, diminuindo os custos para o produtor.

Mais benefícios para sua plantação - A matéria prima do K Forte é o siltito glauconítico. Essa rocha sedimentar é rica em um composto chamado glauconita, que traz muitos benefícios para o solo e para as plantas.

Entre eles, está a melhora de parâmetros como a capacidade de retenção de água e nutrientes. Isso acontece porque a glauconita tem uma estrutura física que permite que a umidade seja retida em microporos, sendo preservada.

O fato de ser livre de cloro também evita malefícios que estão associados ao excesso desse elemento. Além dos efeitos prejudiciais na qualidade da bebida do café, como evidenciado pelo estudo da EPAMIG, o cloro prejudica o solo.

O acúmulo de cristais de cloreto no solo faz com que ele fique menos úmido, reduzindo a disponibilidade de nutrientes e aumentando a acidificação, a salinização e compactação. Tudo isso afeta o desenvolvimento de plantas mais saudáveis e produtivas.

O K Forte ainda é fonte de nutrientes que participam de processos importantes do desenvolvimento e crescimento das plantas, melhorando a produtividade e a resistência contra pragas e doenças: o silício, o magnésio, o cobalto, o zinco e o manganês.

Com o K Forte, sua plantação tem nutrição, seu solo é valorizado e seu patrimônio é protegido.

Cristiano Veloso é especialista em Sustainable Business Strategy pela Harvard Business School, mestre em Direito pela University of East Anglia, na Inglaterra, e bacharel em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais. Cristiano é fundador e CEO da Verde Agritech Plc (“Verde”), mineradora inglesa listada na Bolsa de Valores de Toronto. Tem ampla experiência e conhecimento nos setores agrícola e mineral. A frente da Verde, Cristiano lidera uma empresa inovadora cujo propósito é melhorar a saúde das pessoas e do Planeta.

Data de Publicação: 25/03/2020 às 10:00hs
Fonte: Ação Estratégica Comunicação
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