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Milho opera com estabilidade e sem direção nesta 6ª feira à espera de novidades

Nesta sexta-feira (14), véspera de um final de semana prolongado nos EUA, os futuros do milho operam sem direção na Bolsa de Chicago. As posições mais negociadas, por volta de 8h30 (horário de Brasília), subiam pouco mais de 0,25 ponto nos primeiros contratos, enquanto o agosto cedia 0,50 para ser cotado a US$ 9,21 por bushel.

O mercado não opera na próxima segunda-feira, 17 de fevereiro, em função do feriado do Dia dos Presidentes comemorado nos EUA. A espera e tantas incertezas que rondam os negócios neste momento mantêm os traders na defensiva.

A demanda pelo cereal norte-americano segue ainda limitada, com um volume comprometido com as exportações ainda bem distante do mesmo período do ano anterior. E diante disso, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) revisou para baixo sua estimativa para as vendas externas de milho do país para 43,82 milhões de toneladas.

Assim, os traders também continuam esperando por novas notícias que possam mexer de forma mais efetiva com o andamento dos preços do cereal.

Veja como fechou o mercado nesta quinta-feira:

Milho fecha com mais de 1% de alta nesta 5ª feira na B3 motivado pelo dólar e oferta ajustada

Em algumas regiões do Brasil, mercado interno segue pagando melhor do que exportação, diz consultor

A quinta-feira (13) foi mais um dia de fortes altas para os preços do milho negociados no mercado futuro brasileiro. Os futuros do cereal subiram mais de 2% nos principais contratos e o março fechou acima dos R$ 50,00 por saca. As posições mais distantes também subiram, porém, registraram ganhos ligeiramente mais tímidos.

Além da ajustada relação entre oferta e demanda, o mercado foi, mais uma vez, motivado pela alta intensa do dólar, que chegou a renovar sua máxima histórica e chegou a alcançar, durante a sessão, os R$ 4,38.

"Ainda há muitos locais em que a oferta está limitada e onde pequenos consumidores - que compram semanalmente - ainda estão bancando níveis fortes para o milho, mas no geral o quadro já é de safra e de calmaria nas cotações", diz o consultor de mercado Vlamir Brandalizze, da Brandalizze Consulting.

Entretanto, o analista afirma que 2020 é um ano de preços fortes e nem mesmo a chegada efetiva da safra de verão e o plantio da safrinha têm encontrado espaço para uma pressão muito severa sobre as cotações.

"O ano será bom para o milho, com indicativos firmes. Mas, o balizador dos negócios serão os níveis que estarão liquidando nos portos, onde atualmente mesmo com o câmbio em alta, variam dos R$ 41 aos R$ 43, com chances um pouco maiores para as posições mais longas do final do ano", completa Brandalizze.

Novos negócios, porém, já não são tão frequentes neste momento nas exportações, com os produtores acreditando em níveis ainda mais elevados. Já no mercado interno, onde os compradores pagam melhor do que na exportação em algumas regiões, o fluxo de vendas é mais intenso.

"Os grandes consumidores apontam que vão ficar esperando pelo aumento da safra e apostam que, assim que a colheita da soja ganhar ritmo no Sul, haverá muita oferta de milho para liberar armazém, e desta forma, esperam pelos indicativos próximos dos patamares dos portos no CIF. Assim, poucos negócios têm sido comentados neste momento, já que os vendedores tentam segurar as ofertas e as cotações", conclui o consultor da Brandalizze Consulting.

DÓLAR

O dólar, que subiu forte durante o dia, recuou, passando por um ajuste e fechou com perda de 0,34%, mas ainda sendo cotado a R$ 4,33. O movimento de baixa veio na sequência de uma intervenção do Banco Central com uma oferta líquida de swap cambial pela primeira vez em um ano.

BOLSA DE CHICAGO

Na Bolsa de Chicago, os futuros do milho terminaram o pregão desta quinta-feira com pequenas baixas de 1,25 a 3,50 pontos nos principais contratos. Assim, o março fechou com US$ 3,79, o maio US$ 3,84 e o setemebro, US$ 3,87 por bushel.

O mercado internacional segue precisando de novas notícias para subir e consolidar uma nova tendência de alta, porém, ainda sem sucesso. E nesta quinta, além de devolver os ganhos da sessão anterior, ainda recebeu as vendas semanais para exportação dos EUA, reportada pelo USDA, apenas dentro do esperado.

As vendas semanais de milho totalizaram, na semana encerrada em 2 de fevereiro, 968,8 mil toneladas, contra expectativas que variavam de 700 mil a 1,3 milhão de toneladas. O principal destino do cereal norte-americano foi o Japão.

De acordo com os dados do USDA, os EUA já comprometeram 23.759,4 milhões de toneladas de milho, enquanto na temporada anterior, no mesmo período, eram mais de 30,3 milhões.

Data de Publicação: 14/02/2020 às 10:21hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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