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Milho abre a terça-feira em queda na Bolsa de Chicago

A terça-feira (18) começa com os preços internacionais do milho futuro apresentando desvalorizações na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registravam quedas entre 6,75 e 8,25 pontos por volta das 08h50 (horário de Brasília). O vencimento julho/19 era cotado à US$ 4,47, o setembro/19 valia US$ 4,53 e o dezembro/19 era negociado por US$ 4,60.

Segundo análise de Tony Dreibus da Successful Farming, os futuros do milho abrem o dia mais baixos após a divulgação do progresso no plantio americano feito pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) no final da tarde de segunda-feira.

O plantio do milho subiu de 83% para 92% até a semana que se encerrou no dia 16 de junho. Neste mesmo período do ano passado e na média dos últimos cinco anos o plantio já estava em 100%.

Além disso, o USDA reportou que 79% das lavouras já germinaram, contra 62% da semana anterior. Apesar do avanço, o índice mostra um considerável atraso em relação ao ano anterior e da média plurianual, ambos os casos com 97%.

Quanto a qualidade das lavouras, o Departamento informou que são 59% das lavouras de milho em boas ou excelentes condições, 31% em situação regular e 10% em condições ruins ou muito ruins.

Confira como fechou o mercado na última segunda-feira:

Cotações do milho encerram 2ªfeira em alta na Bolsa de Chicago

A segunda-feira (17) chega ao fim com os preços internacionais do milho futuro mantendo as valorizações na Bolsa de Chicago (CBOT). As principais cotações registraram altas entre 1,75 e 5,50 pontos.

O vencimento julho/19 foi cotado à US$ 4,54, o setembro/19 valeu US$ 4,61 e o dezembro/19 foi negociado por US$ 4,68.

Segundo análise de Ben Potter da Farm Futures, os preços do milho subiram após atraírem uma certa quantidade de compras técnicas na segunda-feira, graças em grande parte à força do aumento dos preços da soja.

Antes do relatório de progresso de plantio do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que deve ser divulgado ainda nesta segunda-feira, analistas esperam que a agência mostre o progresso do milho chegando a 92% concluído em 16 de junho.

“Os analistas esperam que não haja mudanças na avaliação do USDA da safra de milho deste ano, mantendo-se com 59% em boa ou excelente condição”, comenta Potter.

Mercado Interno

No mercado interno, os preços do milho disponível permaneceram sem movimentações em sua maioria. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, não foi percebido nenhuma desvalorização em praças brasileiras.

Já as valorizações apareceram nas cidades paranaense de Pato Branco, Ubiratã, Londrina, Porto Paranaguá, Castro e Cascavel (3,39% e preço de R$ 30,50), em Palma Sola/SC, Rio Verde/GO e Jataí/GO (5,08% e preço de R$ 31,00), Brasília/DF, São Gabriel do Oeste/MS e Assis/SP (3,17% e preço de R$ 32,50).

Para a XP Investimentos os agentes seguem atentos ao mercado externo. Lá fora, a movimentação é de alta nos preços desde a divulgação do USDA de queda na produção norte-americana e estoques mundiais. A volatilidade é grande e poderá se intensificar com o relatório de acompanhamento do plantio norte-americano de hoje.

“Localmente, poucos negócios acontecem, seja de tributado ou de diferido, e as referências são guiadas por indicações. A colheita da 2ª safra, inclusive, ganha força nos campos brasileiros. No Mato Grosso, o Imea mensura colheita em 16,85% do total, avanço de 8,27% na semana e 2º melhor início dos trabalhos para o estado. O Deral indica 12,0% do total plantado no Paraná, melhor início dentre todas as temporadas”, apontam os analistas.

Ainda nessa segunda-feira o Cepea divulgou que os preços do milho voltaram a subir no mercado brasileiro, especialmente nas regiões dos portos. Esse cenário foi verificado mesmo com dados da Conab indicando safra 2018/19 elevada no Brasil, devido ao clima favorável. Já nos Estados Unidos, o tempo adverso segue limitando o avanço no semeio do cereal.

“Assim, enquanto o cenário de oferta elevada no Brasil mantém compradores consultados pelo Cepea afastados, os impactos do clima desfavorável nos Estados Unidos deixam o vendedor nacional firme nos valores do milho, tendo em vista que este fato tende a favorecer as exportações do cereal brasileiro”, reportou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada.

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Data de Publicação: 18/06/2019 às 10:30hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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