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Gavea Marketplace aposta em blockchain para criar plataforma de negociação de commodities

Entra em operação no segundo semestre deste ano a primeira plataforma digital de negociação de commodities do mercado brasileiro. A Gavea Marketplace, uma Exchange de Physical Commodities que automatiza o processo de originação, com transações diretas entre os principais elos da cadeia de valor.

De acordo com Vítor Uchôa Nunes, fundador da Gavea, a plataforma automatiza o processo desde o trading até o post-trading, tornando-o mais eficiente. "O resultado é uma grande redução de burocracia e custos transacionais e operacionais - com a desintermediação e redução de paperwork, aumentando a margem dos participantes, a segurança e a transparência", explica.

Para garantir a privacidade e a segurança das transações, além da rastreabilidade dos ativos negociados, a Gavea vai utilizar a plataforma de blockchain Corda, desenvolvida pela R3, empresa especializada no desenvolvimento de blockchain corporativo. "O uso do software Corda vai garantir que todas as transações realizadas na plataforma sejam imutáveis e rastreáveis, aumentando o nível de segurança e auditoria das negociações", diz Nayam Hanashiro, diretor de parcerias da R3.

"Além disso, a plataforma da R3 se destacou na questão de interoperabilidade é a única que entrega isso e é uma das melhores tecnologias do mercado", afirma Vítor Uchôa, destacando também o nível de interação estabelecido com a equipe da R3. "O time de profissionais era muito mais preparado para trabalhar com uma startup do que os concorrentes, que não tinham a agilidade necessária, por isso optamos por eles".

Eliminando papeis

Segundo Vítor Uchôa, a negociações do setor de commodities ainda hoje são baseadas em processos "analógicos", com negociações feitas por telefone e muita papelada. Para acabar com isso, a Gavea Marketplace digitalizou os processos, desenvolvendo uma plataforma que funciona tanto no computador (Web) quanto no celular (Mobile).

"Por exemplo, a empresa/usuário que queira comprar soja vai entrar na plataforma, indicar a quantidade e valor que deseja negociar e executar a transação, receber e assinar o contrato digital, fechando o negócio todo pela plataforma. Depois ele segue o processo, contrata o transporte, recebe as notas fiscais eletrônicas e gerencia e executa o processo de pagamento. Com isso, vamos cobrir o processo desde a fazenda até o armazém (silo) de destino dentro do Brasil", explica Vítor Uchôa.

Para cobrir todos estes processos, a Gavea contará com funcionalidades como: compra e venda de commodities, emissão de contratos digitais; negociação e contratação do frete, com o envio de ordem de serviço eletrônica, tracking do frete e confirmação de entrega; emissão de NF-e; faturamento; e liquidação financeira.

Uchôa revela que a Gavea, um dos 20 projetos selecionados pelo LIFT (Laboratório de Inovações Financeiras e Tecnológicas) do Banco Central, está sendo desenvolvida há um ano. "Nesse período fizemos a prova de conceito com o Corda, calibramos o escopo e focamos em fechar parcerias de negócios, principalmente.", diz.

A plataforma em si será apresentada em março, ainda para um grupo restrito de parceiros. Em julho, o piloto começa em algumas regiões do Brasil com este mesmo grupo e, em setembro, a Gavea entra em operação comercial. Segundo Uchôa, inicialmente a plataforma vai operar nos mercados de soja e milho, que juntos movimentam mais de US? 60 bilhões anualmente. "Começaremos com o piloto na região Sul do país e alguns dos nossos parceiros. Em seguida cobriremos Paranaguá e Mato Grosso, ainda com Soja e Milho, para depois incluirmos novos produtos, como algodão e açúcar", prevê.

Data de Publicação: 12/02/2020 às 15:20hs
Fonte: F2 Conteúdo
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