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Em seu livro “Anticâncer”, publicado em 2007 e traduzido para 40 línguas, relata  que "frutas vermelhas como o morango, framboesa, mirtilo, amora e airela contém ácido elágico (abundantes em morango e framboesa) e múltiplos polifenois. Eles estimulam os mecanismos de eliminação dos cancerígenos e inibem a angiogênese (formação de vasos sanguíneos capilares). As antiocianinas e proantocianidinas que facilitam também a apoptose (suicídio celular) das células cancerosas. E cita ainda que o consumo destas frutas mesmo congeladas, estas, conservam as moléculas anticâncer”.

É recomendado, por órgãos responsáveis da área alimentar e nutricional, a ingestão de 400 gramas de frutas e hortaliças por dia, podendo ser divididas em até 5 porções diárias- uma porção refere-se ao consumo de 10 moranguinhos. Apesar dessa recomendação e da disponibilidade do morango no mercado, o consumo do morango ainda é temido no Brasil. Isso se dá devido a algumas notícias que o denigrem, assim como outras hortaliças e frutas, quanto à possibilidade de contaminação biológica (cepas de bactérias patogênicas) ou química (resíduos químicos tóxicos) ao ser humano que o consome.

Esses medos são gerados muitas vezes pela falta de esclarecimento ao consumidor. A maioria da produção de morangos nacional é proveniente dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Goiás e Distrito Federal por agricultores altamente treinados por instituições de pesquisas e extensão dos estados em sistemas de produção seguros como, por exemplo, a Produção Integrada de Morango-PIMO, cujo modo de produzir garante a qualidade do produto, contribui para o desenvolvimento humano, considerando: segurança do trabalhador, legislação trabalhista, qualidade de vida dos produtores/comunidades e a conservação do meio ambiente. A PIMO alcançou recentemente esse sucesso e pode ser certificado por empresas técnicas credenciadas pelo INMETRO.

Nesse processo de elaboração, à luz da ciência, atestam-se as normas previamente elaboradas com o produtor para o cultivo seguro do morango. Esse trabalho técnico de fomento a produção de alimentos seguros e certificados conta com a participação ativa das universidades brasileiras, empresas de pesquisa dos Estados/unidades, da Embrapa e é custeado e coordenado pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento em parceria com o CNPq desde 2001.

Sobre o CCAS

Conselho Científico para Agricultura Sustentável- CCAS é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011,com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados a sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa sejam colocados a disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça.

Luiz Carlos Bhering Nasser, Agrônomo e Mestre UFViçosa, Pós-Doutor Biologia Ambiental-Guelph-Canada. Professor Coordenador do Curso de Pós-graduação em Análise Ambiental e Desenvolvimento Sustentável do UniCEUB e Membro do Conselho Científico para Agricultura Sustentável.

Data de Publicação: 27/04/2012 às 07:55hs
Fonte: Alfapress Comunicações
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