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Consórcio de noz-pecã com gado leiteiro pode trazer ganhos de até 30% na produção
Palestra Noz Pecã - Crédito Ton Silva Agpta Divulgação

Como diversificar a produção e aumentar os ganhos? Esse foi o norte da palestra “Produção de nozes-pecã e bem estar animal do gado leiteiro”, ministrada pelo biólogo e especialista em solos e nutrição de plantas, Edson Ortiz. A aula ocorreu na manhã desta quinta-feira, 16 de maio, no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), durante evento da Associação Gaúcha dos Professores Técnicos de Ensino Agrícola (Agptea) que faz parte da programação da 42° Expoleite e 15ª Fenasul. Com 48 anos, ele é diretor da Divinut, empresa localizada em Cachoeira do Sul (RS) e que possui o maior viveiro de nozes-pecã do mundo. O empresário explicou, aos criadores e estudantes presentes, que a atividade agrícola em consórcio pode aumentar os lucros da produção em até 30%.

Para ilustrar como a combinação de criações pode aumentar os ganhos, o palestrante citou o consórcio da produção de leite junto com a de nozes. “Aliar o gado leiteiro com a pecã é um cálculo em que 2+2 é 22. Os ganhos ficam muito potencializados. Por exemplo, nessa situação os animais se beneficiam da sombra das árvores e assim produzem mais, além disso ao pastar em torno das nogueiras eles ajudam na saúde delas”, diz Edson.

O biólogo comentou que é importante levar essas informações para o meio acadêmico, pois é ali que o conteúdo se dissemina. “O objetivo de abordar esse tema no curso da Agptea é chegar diretamente nos criadores e nos alunos, que são os maiores multiplicadores das informações no meio agrícola. Para eles é fundamental se apropriar do tema e entender o quanto podem ser potencializados os ganhos com o consórcio de nozes-pecã e gado leiteiro”, explicou.

O Brasil é o quarto maior exportador de noz-pecã do mundo, mas mesmo assim existe ainda muito mercado, pois hoje menos de dez países produzem o fruto. Além do uso culinário, que também está em expansão, principalmente pela crescente demanda de confeiteiros, a produção pode render lucro de outras formas. A casca da fruta, moída, vira chá. Os galhos e as demais podas também podem ser vendidos para as madeireiras, pois é um material de boa qualidade para uso em cabos de ferramentas e móveis.

Ortiz esclarece que a produção de nogueiras é um cultivo de médio e longo prazo, que pode levar entre três e quatro anos para alcançar a primeira rama. Até por isso o consórcio com o gado leiteiro é interessante, pois é uma criação que traz resultados imediatos. O biólogo incentiva quem deseja entrar no ramo. “Atualmente a noz-chilena é a mais consumida no país, mas como a pecã é mais rica em antioxidantes ela tem uma demanda crescente. Além disso a Associação Brasileira de Nozes e Castanhas e Frutas Secas identificou que o consumo dessa fruta é o que mais cresce no setor”, revelou.

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Data de Publicação: 21/05/2019 às 13:50hs
Fonte: AgroEffective
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