Olá, Visitante Entre Cadastre-se EAD

Portal do Agronegócio

De acordo com Antônio da Luz, assessor econômico do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Rio Grande do Sul (Senar/RS), muitos brasileiros têm o “sonho medieval” de adquirir terras somente por adquirir. Só que a história não funciona assim. Primeiramente, o investidor deve ter em mente que a compra de terras só será um bom negócio se vier acompanhada de conhecimento de gestão e vontade de aprender ainda mais.

Essa percepção “medieval” deve ficar sedimentada no passado. “Antigamente, toda a riqueza vinha das fazendas. Agora não é mais assim, e ainda tem gente que ganha na Mega-Sena e quer comprar uma terra. É preciso pensar que tem que gerar lucro por meio do aumento da produtividade e da qualidade. Tem que ter uma visão de comercialização para maximizar os ganhos”, ensina o especialista.

Depois da certeza de que se está investindo em um negócio - e não em uma certeza de lucro rápido ou fácil -, as pessoas que não são da área devem procurar um agrônomo ou consultor. Esse auxílio servirá para compreender o que pode ser produzido em uma terra e o potencial de ganhos da atividade.

Preço

Segundo o assessor do Senar/RS, o preço das propriedades pode ser uma armadilha.  Terras muito baratas normalmente não têm grande potencial de produção ou possuem algum empecilho para comercialização, como a dificuldade de acesso. “A regra é que, se a terra é muito barata, sempre há algum motivo para ela ser barata. O preço da terra já diz as informações sobre ela”, explica Luz.

Produtividade

Outro erro frequente é a expansão de negócios, por meio da aquisição de novas terras, sem aproveitar o potencial das propriedades existentes. Antes de comprar mais terras, os produtores devem considerar os aspectos que aumentam a produtividade na agricultura: agricultura de precisão (uso preciso de recursos na propriedade por meio de tecnologia), irrigação e armazenagem.

“Essas técnicas e tecnologia multiplicam muito a produtividade. Há produtores que pensam em comprar 50 hectares sem explorar toda a produtividade de suas terras atuais. Pode ser o caso de investir em produtividade e depois estar apto para comprar 100 hectares”, resume.

Antônio da Luz não recomenda o uso de crédito para compra de terras. Ele acredita ainda que a escassez de crédito para esse fim seja salutar para a economia. “Se haver crédito farto para compra de terras, haverá inflacionamento desnecessário do preço da terra, e isso impacta em toda a economia, inclusive no consumidor final”, finaliza.

Imprensa:
Enviar matéria
Data de Publicação: 22/05/2013 às 15:50hs
Fonte: Portal de Notícias Terra
◄ Leia outras notícias
Portal do Agronegócio © Copyright 2013 Portal do Agronegócio. Desenvolvido por: