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Clima desfavorável e praga trouxeram incerteza ao mercado de cacau

Estiagens mais severas ou chuvas muito abaixo da média têm castigado as plantações de cacau no sul da Bahia, a maior região produtora da amêndoa do Brasil, desde 2016. O problema persistiu em 2019 com um componente adicional: um inesperado ataque da praga vassoura de bruxa, que prejudica os frutos maduros. De acordo com a TH Consultoria e Estudos de Mercado, a expectativa era a de que a safra principal, que tem início em outubro e termina em abril de 2020, produzisse 1,1 milhão de sacas de 60 quilos do produto. Com essas condições adversas, a projeção caiu para entre 800 mil e 866 mil sacas, ou um total entre 48 mil e 52 mil toneladas.

“Infelizmente, as condições não são muito boas. Tivemos uma safra temporã razoável. Mas a safra principal está muito abaixo das expectativas. Houve um surto inesperado de vassoura de bruxa. Desde que essa praga começou, reduziu muito a produção da Bahia”, diz Thomas Hartmann, sócio da consultoria. A safra principal, de outubro de 2018 a abril de 2019, foi de 45.900 toneladas. A safra total da Bahia, iniciada em maio de 2018 e encerrada em abril de 2019, foi de 122.800 toneladas.

Para ele, a irregularidade das chuvas verificada nos últimos anos pode ser reflexo do processo de aquecimento pelo qual o planeta está passando, o que traz riscos ao cacau brasileiro. “Em 2018, houve estiagem em épocas erradas, que prejudicaram as colheitas. Em 2019, isso se repetiu”, afirma ele, que cita também os efeitos do calor extremo verificado nas áreas produtoras.

Na avaliação de Hartmann, ainda é cedo para estimar como será a safra temporã que começa em maio deste ano, mas a expectativa é que também seja prejudicada pelas condições climáticas de 2019. A estiagem durante o inverno e o outono prejudica a floração do cacau, interferindo na formação dos frutos.

Em outro Estado produtor, o Pará, a colheita de cacau ainda está longe de superar a da Bahia, obser va o analista. “A mais recente previsão da safra principal do Pará indica cerca de 340 mil sacas”, escreveu em boletim de novembro de 2019.

Data de Publicação: 27/01/2020 às 18:00hs
Fonte: GLOBO RURAL
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