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CDRS realiza capacitação visando ao aumento da qualidade e eficiência da sangria da seringueira

Realizado no município de Santana da Ponte Pensa,pela Casa da Agricultura local, unidade ligada à Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) Regional Jales, o curso foi bem aproveitado pelos produtores, haja vista a relevância econômica da cultura da seringueira na região

A heveicultura (cultura da seringueira) é uma cadeia produtiva presente em todos os municípios pertencentes à área de atuação da CDRS Regional Jales. Atualmente, ocupando uma área aproximada de 7.200 hectares, a cultura divide-se em cerca de 50% de plantas em produção (1.748.700 pés) e 50% de área nova (1.620.650 pés). “Com a expansão da cultura nos últimos anos, e, à medida que as plantas entram em produção, há uma crescente demanda por mão de obra especializada na realização da ‘sangria’, ou seja, na extração do látex. Por ser uma prática complexa, que deve ser feita com técnica e precisão, estamos realizando cursos de capacitação de produtores e trabalhadores rurais, visando à formação de mais sangradores profissionais na região”, informa Luciano Martines, diretor substituto da CDRS Regional Jales.

Dilma Ono, engenheira agrônoma da Casa da Agricultura de Santana da Ponte Pensa, explica que a sangria é feita por meio do corte da casca da seringueira, atividade fundamental para a obtenção do látex, com o máximo de produtividade e longevidade da cultura. “Para produtores e sangradores, é essencial que tenham conhecimento sobre as técnicas adequadas de afiação de faca de sangria para realização de uma sangria com qualidade, eficiência e produtividade”, avalia.

A agrônoma ressalta que a capacitação sobre técnicas de afiação de faca de sangria, realizada em setembro, a qual integra um extenso calendário de cursos que vem sendo realizado neste segmento, atendeu à demanda da Associação dos Produtores de Borracha Natural (Aprobon) do município. “Entre as importantes informações passadas aos participantes, um importante ponto destacado foi que uma maior quantidade de látex produzida não está relacionada com a maior retirada de casca numa sangria e sim à remoção de fragmentos em torno de 1,5mm de espessura. No comprimento, profundidade e inclinação de corte adequados se faz necessária a utilização de uma faca (jebong) afiada para realização eficiente e eficaz da sangria”.

Durante a capacitação, os produtores/sangradores receberam informações técnicas e práticas para obter maior eficiência e qualidade na sangria (principalmente profundidade adequada de corte e consumo de casca). “Uma das informações foi que a manutenção da vida útil produtiva do seringal vai influenciar diretamente na produtividade e, consequentemente, na renda”, salienta Dilma Ono.

Mais informações: (19) 3743-3870 ou 3743-3859

Data de Publicação: 04/10/2019 às 09:00hs
Fonte: Assessoria de Comunicação Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
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