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Café: Cotações do arábica operam com leve alta nesta manhã de 2ª na Bolsa de Nova York

Os contratos futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) operam com leve alta nesta manhã de segunda-feira (07). O mercado realiza ajustes técnicos depois de fechar a sessão anterior com queda de cerca de 50 pontos.

Por volta das 09h22 (horário de Brasília), o vencimento março/19 operava com alta de 25 pontos, cotado a 101,85 cents/lb e o maio/19 anotava 105,00 cents/lb com alta de 35 pontos. Já o julho/19 tinha valorização de 10 pontos, a 107,60 cents/lb.

No Brasil, no último fechamento, o tipo 6 duro era negociado a R$ 400,00 a saca de 60 kg em Guaxupé (MG) e em Poços de Caldas (MG) estavam valendo R$ 387,00.

Veja como fechou o mercado na sexta-feira:

Café: Bolsa de Nova York encerra sessão desta 6ª com queda de cerca de 50 pts em ajustes e de olho na oferta

Os futuros do café arábica na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) encerraram a sessão desta sexta-feira (04) com queda de cerca de 50 pontos. O mercado oscilou tecnicamente, além do câmbio e oferta. Na semana, houve alta acumulada de 0,64%.

O vencimento março/19 fechou o dia com queda de 55 pontos, a 101,60 cents/lb e o maio/19 teve baixa de 50 pontos, a 104,65 cents/lb. O julho/19 registrou 107,50 cents/lb com desvalorização de 45 pontos e o setembro/19 registrou 110,30 cents/lb e 45 de perdas.

Depois de registrar avanço técnico nos últimos dias após fortes baixas, o mercado externo do arábica voltou para o lado vermelho da tabela nesta sexta-feira em acomodação técnica, em parte do dia acompanhando o câmbio e oferta.

"A fraqueza do real esteve pesando nos preços do café arábica nesta manhã, enquanto as previsões de chuvas abundantes no Vietnã impactaram sobre os preços do café robusta", destacou o site internacional Barchart em seu boletim matinal.

Apesar do impacto, o dólar acabou fechando o dia com baixa de %, a R$ 3,715 na venda. O mercado esboçou mudanças acompanhando o cenário local e declarações do chairman do Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos, Jerome Powell.

"Powell foi 'dovish' e puxou dólar e DIs para baixo", resumiu para a agência de notícias Reuters um profissional da mesa de derivativos de uma corretora local. As oscilações da moeda estrangeira tendem a impactar as exportações.

As cotações do arábica também esboçaram perdas em movimentos técnicos por conta da alta de mais de 200 pontos na véspera. Além disso, as informações positivas sobre a oferta global de café na safra 2018/19 e na próxima ainda seguem repercutindo.

"A Conab, agência nacional de abastecimento do Brasil, elevou recentemente sua estimativa de produção de café no Brasil 2018/19 para um recorde de 61,7 milhões de sacas (+ 37% ao ano), de uma previsão em setembro de 59,9 milhões de sacas", destacou o Barchart.

O Rabobank, um dos principais bancos especializados em commodities, projetou a produção brasileira em cerca de 56 milhões de sacas na atual temporada. Esse resultado, além da colheita de outros países, deve gerar um superávit no ciclo, o que poderia pressionar ainda mais os preços.

Nos últimos dias, a consultoria Safras & Mercado estimou a produção de café do Brasil em 63,7 milhões de sacas após verificação em entidades do setor. Levantamentos da Conab e USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) apresentaram números parecidos.

Mercado interno

Os negócios no Brasil seguem lentos neste início de ano e o cenário para 2019 ainda deve ser de poucas novidades. Ainda se espera que a próxima safra seja alta e novas baixas podem ser vistas nas praças do país.

"Mesmo com a bienalidade negativa do arábica, o clima tem auxiliado o desenvolvimento das plantas, o que pode aumentar a produtividade", destacou o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da Esalq/USP).

O café tipo cereja descascado registrou maior valor de negociação em Poços de Caldas (MG) com saca a R$ 432,00 e queda de 0,69%. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Poços de Caldas (MG) com baixa de 1,15% e saca a R$ 428,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 415,00 – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu e Poços de Caldas (MG) com recuo de 0,75% e saca cotada a R$ 397,00.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Vitória (ES) com saca a R$ 442,00 e estabilidade. A maior oscilação ocorreu em Lajinha (MG) com avanço de 2,56% e saca a R$ 400,00.

Na quinta-feira (03), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 406,66 e queda de 0,28%.

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Data de Publicação: 07/01/2019 às 11:10hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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