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Café arábica opera com leves baixas nesta manhã de 5ª feira na Bolsa de Nova York

Os futuros do café arábica registram leves baixas nesta manhã de quinta-feira (12) na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado registra ajustes técnicos depois de avançar nos últimos dias com a safra brasileira.

Por volta das 09h22, os lotes com vencimento para dezembro/19 caíam 70 pontos, a 102,75 cents/lb e o março/19 anotava 106,25 cents/lb com recuo de 65 pontos. O contrato maio/19 anotava 108,60 cents/lb com perdas de 60 pontos.

No Brasil, no último fechamento, o tipo 6 duro era negociado a R$ 451,00 a saca de 60 kg em Guaxupé (MG) e em Poços de Caldas (MG) estavam valendo R$ 423,00.

Veja como fechou o mercado na quarta-feira:

Café arábica sobe em NY pela 4ª sessão seguida com apreensão por safra brasileira; CD a R$ 500 em Guaxupé (MG)

As cotações futuras do café arábica subiram pela quarta sessão seguida nesta quarta-feira (11), com altas de mais de 150 pontos, na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Seguiu sobre o mercado a apreensão com as condições climáticas diante da proximidade das floradas no Brasil.

O vencimento dezembro/19 teve alta de 180 pontos, a 103,40 cents/lb e o março/20 anotou 106,90 cents/lb com ganhos de 190 pontos. O contrato maio/20 subiu 190 pontos, a 109,20 cents/lb e o julho/20 registrou avanço de 195 pontos, a 111,35 cents/lb.

"Os preços do café seguiram trajetória altista nesta quarta-feira, com o café arábica para dezembro em altas de seis semanas e o café robusta para janeiro/20 em máximas de uma semana e meia, com preocupações de safra no Brasil", destacou o Barchart.

Ainda de acordo com o site internacional, as preocupações foram motivadas depois de instituições meteorológicas apontarem que áreas produtoras de Minas Gerais, maior estado produtor de café do Brasil, não registrarem chuvas nos últimos três meses.

O tempo seco e as altas temperaturas ocorrem em um momento que as floradas da safra 2020/21 devem começar pelo cinturão produtivo. Leonardo de Oliveira, engenheiro agrônomo de Cássia/MG destacou que a colheita de temporada passada nem terminou e as atenções estão para a próxima.

"Nós temos muitas áreas há mais de 50 dias sem chuvas. Lavouras novas estão sentido muito a seca e lavouras velhas também sentem, já que tem sistema radicular mais superficial", disse ao Notícias Agrícolas Oliveira. A ferrugem também preocupa.

Nos próximos sete dias, de acordo com o modelo Cosmo do Inmet, as chuvas mais volumosas no país seguirão sobre as regiões Sul e Norte do país. O estado de Minas Gerais não deve ter acumulados expressivos, seguindo a preocupação dos produtores do estado.

A colheita de café dos cooperados da Cooxupé (Cooperativa dos Cafeicultores de Guaxupé) chegou em 98,69% até 06 de setembro. Os trabalhos estão mais avançados que nos últimos anos. Em uma semana, a colheita avançou pouco menos de 1 ponto percentual.

Mercado interno

Os negócios no mercado brasileiro continuam lentos, mas as transações acontecem, ainda que os preços estejam aquém do desejo do produtor, segundo analistas de mercado. Acompanhando as externas, algumas praças no país têm registrado picos de alta nos últimos dias.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor em Guaxupé (MG) com saca a R$ 500,00 e alta de 1,63%. A oscilação mais expressiva ocorreu em Varginha (MG) com alta de 2,08% e saca a R$ 490,00.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 450,00 – estável. A maior oscilação no dia dentre as praças ocorreu em Varginha (MG) com saca a R$ 435,00 e avanço de 1,16%.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 451,00 e avanço de 1,58%. A maior oscilação no dia ocorreu em Franca (SP) e Araguari (MG), ambas com alta de 4,76% e saca a R$ 440,00.

Na terça-feira (10), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 431,28 e alta de 2,78%.

Data de Publicação: 12/09/2019 às 10:25hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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