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Café arábica opera com leve alta nesta manhã de 4ª na Bolsa de Nova York em ajustes

Os futuros do café arábica operam com leve alta nesta manhã de quarta-feira (09) na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado realiza ajustes após quedas seguidas acompanhando as floradas no Brasil e câmbio.

Por volta das 09h12, os lotes com vencimento para dezembro/19 subiam 70 pontos, a 96,40 cents/lb e o março/19 anotava 100,05 cents/lb com avanço de 70 pontos. O contrato maio/19 anotava 102,30 cents/lb com ganhos de 65 pontos.

No Brasil, no último fechamento, o tipo 6 duro era negociado a R$ 421,00 a saca de 60 kg em Guaxupé (MG) e em Poços de Caldas (MG) estavam valendo R$ 402,00.

Veja como fechou o mercado na terça-feira:

Café: NY cai mais de 100 pts nesta 3ª com floradas no BR e dezembro/19 vai a 95 cents/lbp

As cotações futuras do café arábica encerraram esta terça-feira (08) com quedas de mais de 100 pontos na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O mercado estende perdas acompanhando informações sobre floradas registradas no final de semana no Brasil.

O vencimento dezembro/19 teve baixa de 130 pontos, a 95,70 cents/lb, e o março/20 anotou 99,35 cents/lb com 130 pontos de perdas. O maio/20 recuou 130 pontos, a 101,65 cents/lb e o julho/20 teve desvalorização de 135 pontos, a 103,85 cents/lb.

O site internacional Barchart destaca que os preços do café recuaram no dia, com o dezembro chegando a 95 cents/lbp, acompanhando informações de clima benéfico para o desenvolvimento da safra do Brasil, maior país produtor e exportador, após florada.

"Um analista de café da RR Consultoria Rural em Mina Gerais, a maior região produtora de café arábica do Brasil, disse na segunda-feira depois de visitar fazendas que a safra de café arábica teve uma floração excepcional", disse o site.

Lavouras de café no cinturão produtivo brasileiro tiveram floradas no final de semana. O evento, segundo envolvidos do setor cafeeiro, chamou atenção pela quantidade de flores. Porém, lavouras têm botões abertos e muitos ainda sem florescer.

"Ainda não perceberam, mas se você for na lavoura e olhar de perto vai perceber esse problema [da irregularidade entre flores completas e outras sem finalizar a abertura]", disse o engenheiro agrônomo da Fundação Procafé, Alysson Fagundes.

Segundo o Escritório Carvalhaes, o setor vai acompanhar com apreensão o clima daqui para a frente, uma vez que a continuidade das chuvas será essencial para o pegamento das flores e para o desenvolvimento dos chumbinhos da safra 2020/2021.

Outro fator de pressão aos preços, segundo o site de commodities, foi a divulgação na sexta-feira da FNC (Federação Nacional dos Produtores de Café) da Colômbia sobre alta nas exportações em setembro. O país é o maior produtor de arábica suave lavado.

A colheita de café da Colômbia em setembro totalizou 1,08 milhão de sacas de 60 kg, com elevação de 4% ante o mesmo período de 2018. Até o momento, neste ano, foram colhidas 10,2 milhões de sacas, com avanço de 3% ante 2018. Os dados são da federação do país.

Mercado interno

Os negócios com café arábica no mercado brasileiro seguem em baixa liquidez, como nos últimos dias. Produtores vão às praças de comercialização apenas diante da necessidade de caixa. Nesta terça-feira, houve queda nos principais tipos de café acompanhando o exterior.

O café tipo cereja descascado registrou maior valor em Guaxupé (MG) com saca a R$ 476,00 – estável. As maiores oscilações ocorreram em Poços de Caldas (MG) e Patrocínio (MG), ambas com saca a R$ 450,00 e queda de 2,17%.

O tipo 4/5 registrou maior valor de negociação em Franca (SP) com saca a R$ 435,00 e queda de 1,14%. A oscilação mais expressiva no dia foi em Varginha(MG) com recuo de 2,30% e saca a R$ 425,00.

O tipo 6 duro registrou maior valor de negociação em Guaxupé (MG) com saca a R$ 428,00 – estável. As maiores variações foram em Araguari (MG) e Varginha (MG), ambas com queda de 2,33% e saca a R$ 420,00.

Na sexta-feira (04), o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, bebida dura para melhor, teve a saca de 60 kg cotada a R$ 426,74 e queda de 2,39%.

Data de Publicação: 09/10/2019 às 11:10hs
Fonte: Notícias Agrícolas
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