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2020 promete ser de aumento na produção e exportação de suínos e aves

Para as aves, a estimativa é de aumento de produção de 1,48%, e na exportação, de 2,63%. No caso dos suínos, a alta é ainda mais evidente: 4,11% na produção e 14,5% mais volume exportado.

A razão para a previsão otimista para as proteínas é o agravamento do surto peste suína africana (PSA) na China em 2020, de acordo com o documento, fator que deve continuar a afetar o mercado global. A persistência da doença que atingiu o país asiático em cheio, se deve ao fato de não haver vacina preventiva, remédios que combatam o víruos, que é resistente, e a velocidade de propagação. É possível, inclusive, que a carne de frango ultrapasse a suína como proteína animal mais consumida no mundo.

Segundo o Rabobank, a OIE (World Organisation for Animal Health), que recebe as notificações de casos da doença, viu as ocorrências aumentarem 800% entre outubro e novembro deste ano, passando de 317 casos para 2.536.

O documento destaca o aumento de embarques da carne de frango e suína para a China, que passou a incluir mais frigoríficos brasileiros habilitados para exportação e mais variedades de cortes da ave, além de muúdos de porco.

Hoje, a China representa o maior importador de frango do Brasil, responsável por 36% do volume embarcado de janeiro a outubro. Sobre a carne suína, o aumento foi ainda maior, já que o país é o maior consumidor e produtor, mas viu seus plantéis dizimados pela PSA. O volume importado do Brasil em 56%.

O aumento das vendas da ave no mercado externo teve como conseuquência a queda na oferta da carne de frango no mercado interno, fazendo com que os preços subissem, exceto nas regiões onde a proteína é produzida para consumo doméstico, que viram os preços do frangorefrigerado caíram devido à uma redução sazonal no consumo.

CUSTO DE PRODUÇÃO

De acordo com o documento, o custo de produção tanto para frango quanto para suínos deve subir, já que 2020 deve ser um ano em que a produção de milho, um dos principais componentes da ração, será semelhante ao ciclo anterior.

Essa demanda interna pelo cereal que deve ser o destaque no ano que vem, de acordo com o Rabobank, além dos bons patamares de preço e do mercado internacional para o milho também aquecido. Há também a questão da possibilidade de aumento na produção de etanol de milho.

O consumo do milho no país em 2020 deve ficar em torno de 68 milhões de toneladas, 6% a mais do que este ano.

Data de Publicação: 02/12/2019 às 18:20hs
Fonte: Rabobank
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