Publicado em: 10/04/2026 às 10:10hs
Os preços da soja em Mato Grosso do Sul apresentaram queda em março de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior. Os dados constam nos boletins técnicos de Comercialização e Preços elaborados pela área econômica da Aprosoja/MS.
O valor médio da soja disponível no Estado foi de R$ 111,06 por saca, o que representa uma retração de 5% frente a março de 2025, quando o grão era negociado a R$ 116,48 por saca.
Já o preço médio da soja no mercado futuro ficou em R$ 121,52 por saca, registrando queda de aproximadamente 2% na mesma base de comparação.
A comercialização da safra 2024/2025 foi finalizada em março, alcançando um preço médio ponderado de R$ 119,56 por saca, considerando todo o volume negociado ao longo do ciclo produtivo.
Para a safra 2025/2026, o ritmo de comercialização segue mais lento em relação aos anos anteriores. Até março, cerca de 41,5% da produção havia sido negociada, com preço médio ponderado de R$ 114,51 por saca.
Segundo o analista de Economia da Aprosoja/MS, Mateus Fernandes, esse comportamento reflete fatores tanto internos quanto externos.
Entre os principais pontos estão:
Esses elementos têm contribuído para uma maior volatilidade nos preços da oleaginosa.
O milho também apresentou recuo significativo nas cotações no Estado. Em março de 2026, o preço médio disponível foi de R$ 53,07 por saca, queda de cerca de 23% em relação aos R$ 65,27 registrados no mesmo mês de 2025.
No mercado futuro, o cereal foi cotado, em média, a R$ 51,89 por saca, recuo de aproximadamente 10% na comparação anual.
A safra 2024/2025 de milho já estava 93% comercializada até março, com preço médio ponderado de R$ 51,96 por saca.
Por outro lado, a safra 2025/2026 apresenta um comportamento mais cauteloso nas vendas antecipadas. Até o mesmo período, apenas 15,5% da produção havia sido negociada, com preço médio de R$ 51,17 por saca.
De acordo com a análise da Aprosoja/MS, o cenário internacional também influencia diretamente o mercado do milho sul-mato-grossense.
Em 2025, o Irã foi o principal destino das exportações de milho do Estado. No entanto, mudanças recentes têm provocado um redirecionamento desse fluxo comercial.
Como consequência:
A combinação de maior oferta, incertezas externas e mudanças no fluxo de exportações tem exigido mais cautela por parte dos produtores na tomada de decisão.
O ambiente atual reforça a necessidade de acompanhamento constante do mercado, especialmente diante da volatilidade dos preços e das variáveis globais que impactam diretamente o agronegócio brasileiro.
Fonte: Portal do Agronegócio
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