Publicado em: 02/03/2026 às 11:00hs
O início de 2026 trouxe alívio ao bolso dos consumidores brasileiros, com redução nos preços de produtos básicos nas prateleiras dos supermercados. Segundo o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, da Neogrid, que monitora o comportamento de consumo e abastecimento no varejo, houve queda expressiva em itens essenciais entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026.
O destaque foi para os ovos, que registraram redução de 7,7%, passando de R$ 0,85 para R$ 0,79 por unidade. Também apresentaram recuos:
Esses resultados indicam uma acomodação de preços no início do ano, favorecendo produtos de consumo diário e amplamente presentes na mesa dos brasileiros.
Enquanto alguns itens ficaram mais baratos, outros registraram aumento significativo no período. Segundo o levantamento, os legumes tiveram alta média de 6,2%, sendo o grupo com maior variação positiva.
A carne bovina também encareceu, com o preço médio por quilo subindo de R$ 39,06 em dezembro para R$ 40,42 em janeiro, um avanço de 3,5%. Entre os demais produtos com alta estão:
De acordo com Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos da Neogrid, o comportamento dos preços reflete fatores climáticos e de custo de produção.
“O início do ano mostrou acomodação nos preços de itens essenciais, enquanto categorias mais sensíveis ao clima e aos custos tiveram alta”, explicou.
A especialista destaca ainda que a expectativa é de pressão inflacionária seletiva nos próximos meses, com maior estabilidade nos produtos básicos e variações concentradas em hortifruti.
Na região Sudeste, o levantamento apontou movimentos semelhantes, com destaque para a forte queda nos ovos, de 8,6%, e reduções significativas em:
Os resultados reforçam a tendência de estabilidade gradual no custo da cesta básica, ao mesmo tempo em que produtos afetados por sazonalidade e logística ainda apresentam volatilidade.
A Neogrid avalia que o comportamento dos preços seguirá dividido entre estabilidade e reajustes pontuais. O cenário deve permanecer positivo para alimentos processados e produtos básicos, enquanto o clima e os custos de transporte continuam influenciando hortifruti e carnes.
Fonte: Portal do Agronegócio
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