Publicado em: 05/10/2015 às 19:10hs
Com isso, a participação dos itens básicos, que era de 47,3% do total da balança em setembro de 2014, caiu para 44,4% no mês passado.
A forte queda dos preços das commodities no mercado externo faz com que os produtos do setor tragam bem menos dólares neste ano, embora o país continue enviando um volume maior de mercadorias para o exterior.
Um dos exemplos é a soja, carro-chefe da balança comercial e cujo volume de exportação vai superar, pela primeira vez, 50 milhões de toneladas.
Mesmo assim, as receitas recuaram para US$ 19,2 bilhões de janeiro a setembro deste ano, 16% menos do que os US$ 22,8 bilhões de igual período do ano passado.
A soja foi negociada, em média, a US$ 386 por tonelada no mês passado, com queda de 24% em relação há um ano.
A redução de preços se estende também para outros setores importantes do agronegócio, como o das proteínas.
Embora as receitas dos exportadores cresçam em reais, devido à valorização do dólar, a entrada de divisas caíram para US$ 8,9 bilhões neste ano, ante US$ 10,4 bilhões de janeiro a setembro do ano passado.
Os dados do Ministério do Desenvolvimento consideram apenas as exportações de carne "in natura".
Dados da ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) indicam que as as exportações de carne de frango -considerando frango inteiro, cortes, carnes salgadas, processadas e embutidos- tiveram aumento de volume de 4,8% no acumulado de janeiro a setembro.
As receitas em reais subiram para R$ 17,3 bilhões, 27% mais que no período anterior. Em dólares, no entanto, tiveram queda de 9,1% no período.
A celulose é o único produto que ainda mantém valorização nos preços externos neste ano. A demanda internacional, vinda principalmente da China, fez com que as exportações brasileiras do produto se mantivessem em US$ 485 por tonelada no mês passado, 1% mais do que em setembro de 2014.
Outros dois produtos que perdem preço de forma acentuada são minério de ferro e petróleo.
No primeiro caso, a queda do valor da tonelada foi de 47% neste ano, com as receitas recuando para apenas US$ 10,8 bilhões.
O minério de ferro, um produto que disputava a liderança com a soja na balança comercial até pouco tempo, obteve apenas 56% das receitas da soja neste ano.
Fonte: Folha de S. Paulo
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