Preços Agropecuários

Preço da mandioca reage em fevereiro após quatro semanas de queda, aponta Cepea

Alta nos preços da mandioca reflete menor oferta e dificuldades na colheita em regiões produtoras, segundo levantamento do Cepea.


Publicado em: 09/02/2026 às 11:45hs

Preço da mandioca reage em fevereiro após quatro semanas de queda, aponta Cepea
Mercado da Mandioca Mostra Recuperação no Início de Fevereiro

Após um mês de desvalorização, o preço médio da raiz de mandioca voltou a subir na primeira semana de fevereiro, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

A recuperação foi registrada em parte das regiões acompanhadas pelo instituto e indica uma reversão pontual no cenário de queda que vinha sendo observado desde janeiro.

Motivos da Alta: Menor Oferta e Condições Climáticas

De acordo com os pesquisadores do Cepea, o avanço nos preços está diretamente ligado à redução na oferta de raízes. Esse movimento foi influenciado por dois fatores principais:

  • Retração dos produtores, que reduziram o volume colhido em função da rentabilidade limitada;
  • Chuvas irregulares, que dificultaram a colheita em diversas áreas produtoras, impactando o abastecimento das fecularias.

Com isso, a menor disponibilidade do produto no mercado elevou a cotação média da mandioca nos primeiros dias do mês.

Cotações da Semana e Comparativo Anual

Na semana passada, o valor médio nominal a prazo da tonelada de mandioca posta fecularia foi de R$ 467,86, o que corresponde a R$ 0,8137 por grama de amido.

O resultado representa alta de 1,3% em relação à semana anterior, segundo levantamento do Cepea.

Entretanto, quando comparado ao mesmo período de 2025, o preço nominal ainda apresenta queda de 22,1%.

Em termos reais, considerando a correção pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), a desvalorização chega a 27,9%.

Perspectivas para o Setor de Raízes e Féculas

Analistas do setor destacam que a tendência para as próximas semanas dependerá das condições climáticas e do ritmo da colheita.

Se o clima continuar instável e os produtores mantiverem postura cautelosa, os preços podem seguir firmes a curto prazo.

Por outro lado, uma retomada mais forte da colheita pode gerar novo equilíbrio entre oferta e demanda, limitando avanços adicionais nas cotações.

Fonte: Portal do Agronegócio

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