Publicado em: 08/04/2026 às 17:00hs
O mercado de fertilizantes no Brasil iniciou 2026 com forte movimentação, impulsionado pela demanda do setor agrícola logo nos primeiros meses do ano. Dados da Associação Nacional para a Difusão de Adubos indicam crescimento nas entregas ao produtor, ao mesmo tempo em que a produção nacional recuou e as importações ganharam ainda mais relevância no abastecimento.
Em janeiro de 2026, as entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 3,87 milhões de toneladas, um avanço de 5,3% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram registradas 3,67 milhões de toneladas.
O desempenho positivo reflete a intensificação das atividades no campo, especialmente em regiões com forte presença agrícola, que concentraram a maior parte do consumo de insumos.
O crescimento foi puxado principalmente pelos principais polos do agronegócio brasileiro:
Esses estados lideram o consumo devido à elevada produção de grãos e outras culturas intensivas em fertilizantes.
Apesar do aumento nas entregas, a produção nacional de fertilizantes intermediários apresentou queda significativa no início do ano.
Em janeiro de 2026, foram produzidas 497 mil toneladas, uma retração de 23% em relação às 647 mil toneladas registradas no mesmo mês de 2025. O resultado reforça os desafios estruturais da indústria nacional, que segue com menor competitividade frente ao produto importado.
Com a redução da produção doméstica, as importações ganharam ainda mais peso no mercado brasileiro.
O país importou 3,16 milhões de toneladas de fertilizantes em janeiro, volume 5,4% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior, quando as compras externas ficaram pouco acima de 3 milhões de toneladas.
Esse movimento evidencia a dependência do Brasil do mercado internacional para garantir o fornecimento de insumos ao agronegócio.
O Porto de Paranaguá manteve sua posição como principal porta de entrada de fertilizantes no país.
Pelo terminal passaram 786 mil toneladas no período, um crescimento de 9,5% em relação às 718 mil toneladas movimentadas em janeiro de 2025. O volume representa 24,8% do total nacional, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
O avanço das entregas aliado à queda da produção interna e ao aumento das importações acende um sinal de alerta para o setor de fertilizantes no Brasil.
A dependência externa, somada à volatilidade do mercado global, pode impactar custos e planejamento do produtor rural ao longo do ano, especialmente em um cenário de oscilações cambiais e logísticas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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