Publicado em: 08/04/2026 às 18:40hs
As exportações brasileiras de carne de frango mantiveram trajetória de crescimento em março, mesmo diante das tensões no Oriente Médio e dos impactos logísticos causados pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os embarques totalizaram 504,3 mil toneladas, volume 6% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram exportadas 476 mil toneladas.
Além do avanço no volume, a receita também apresentou desempenho positivo. Em março, o setor faturou US$ 944,7 milhões, crescimento de 6,2% em relação aos US$ 889,9 milhões registrados no mesmo mês de 2025.
No acumulado do ano (janeiro a março), as exportações alcançaram 1,456 milhão de toneladas, alta de 5% frente ao primeiro trimestre do ano anterior. Já a receita somou US$ 2,764 bilhões, avanço de 6,9% na mesma comparação.
Entre os principais destinos, a China retomou o ritmo de importações observado antes de maio de 2025, período marcado por um foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade no Brasil, já superado. O país importou 51,8 mil toneladas em março, alta de 11,6%.
Outros destaques incluem:
As exportações para países do Oriente Médio apresentaram queda de 18,5% em março na comparação com fevereiro, refletindo os efeitos do conflito na região e as restrições logísticas.
Apesar disso, o fluxo comercial não foi interrompido. Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, mais de 100 mil toneladas foram enviadas à região no mês, sendo cerca de 45 mil toneladas destinadas diretamente aos países impactados pelo fechamento do Estreito de Ormuz.
As exportações seguem ocorrendo por rotas alternativas, com apoio de medidas adotadas pelo Ministério da Agricultura e pelo setor produtivo para garantir o abastecimento.
O Paraná manteve a liderança entre os estados exportadores, com 202 mil toneladas embarcadas em março, alta de 5,1% em relação ao ano anterior.
Na sequência aparecem:
Mesmo com os impactos da crise no Oriente Médio, o desempenho das exportações evidencia a resiliência da avicultura brasileira, sustentada pela diversificação de mercados e pela adaptação logística em cenários adversos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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