Publicado em: 05/08/2015 às 11:00hs
Nesta terça-feira (4), em Nova York, a commodity foi comercializada a 11,01 centavos de dólar por libra-peso no vencimento outubro/15, uma valorização de 12 pontos. No lote março/16, a alta foi de sete pontos, o mesmo aconteceu na tela maio/16.
Em Londres, os preços do açúcar acompanharam a bolsa americana e também tiveram aumento. No vencimento outubro/15, eles subiram 0,60 cents e foram comercializados a US$ 347,70 a tonelada. Ligeira alta também na tela dezembro/15, que valorizou 0,30 cents. Já os lotes maio e agosto/16 caíram 0,40 cents.
Essa alta aconteceu mesmo com a valorização do dólar perante o real, o que costuma pressionar as cotações da commodity. Para os analistas consultados pelo jornal Valor Econômico, os preços ganharam impulso com recompensas técnicas, já que ontem os contratos mais negociados caíram abaixo de 11 cents. Os investidores também retomam as preocupações a respeito do El Ninõ que deve prosseguir até 2016, segundo o escritório de meteorologia da Austrália.
Mercado doméstico
No mercado interno, os preços do açúcar seguiram desvalorizados ontem. De acordo com os índices do Cepea/Esalq, os negócios foram firmados em R$ 47,03 a saca de 50 quilos do tipo cristal, queda de 0,21% no comparativo com a véspera.
Segundo os pesquisadores do Cepea, a demanda interna enfraquecida tem influenciado as cotações do cristal. Com as atuais incertezas macroeconômicas, o varejo continua com as vendas desaceleradas, o que reduz as compras de açúcar para o consumo industrial.
Etanol hidratado
Os preços do etanol hidratado medidos pela Esalq/BVMF tiveram o terceiro dia seguido de baixa. O metro cúbico do biocombustível foi comercializado a R$ 1.105,00, recuo de 0,09%. De acordo com os pesquisadores do Cepea, apesar do aumento no volume ofertado no mês, decorrente principalmente da necessidade de "fazer caixa" por parte das usinas, o maior volume negociado limitou as baixas nos valores.
Além disso, embora a safra esteja em andamento, a quantidade de cana processada e de etanol (anidro e hidratado) produzido na região Centro-Sul na primeira quinzena de julho diminuiu em relação ao mesmo intervalo de 2014, como resultado das chuvas em julho/15, o que pode ter influenciado nos preços.
Fonte: Agência UDOP de Notícias
◄ Leia outras notícias