Publicado em: 01/04/2026 às 11:05hs
O mercado de açúcar encerrou o mês de março com movimentos distintos entre o cenário internacional e o mercado brasileiro. Enquanto os preços recuaram nas principais bolsas globais nesta terça-feira (31), o mercado interno manteve trajetória positiva, com valorização acumulada no período. O etanol também registrou avanço, reforçando o viés de recuperação no setor sucroenergético.
Os contratos futuros do açúcar apresentaram queda nas negociações internacionais, dando continuidade ao movimento de ajuste após altas recentes.
Na ICE Futures U.S., em Nova York, o açúcar bruto fechou em baixa em todos os principais vencimentos:
Os contratos de vencimentos mais longos também acompanharam o movimento negativo, refletindo ajustes técnicos e cautela dos investidores.
No mercado europeu, os preços do açúcar branco seguiram a mesma tendência de baixa.
Na ICE Futures Europe, em Londres, os contratos encerraram o dia em queda:
Os demais vencimentos também registraram perdas, acompanhando o movimento global de realização de lucros.
Apesar do cenário externo mais pressionado, o mercado brasileiro manteve desempenho positivo.
O indicador do açúcar cristal branco em São Paulo, calculado pelo CEPEA/ESALQ, registrou leve alta de 0,05% no dia, com a saca de 50 quilos negociada a R$ 105,46.
No acumulado de março, o indicador avançou 6,97%, consolidando um mês de valorização no mercado físico, impulsionado pela demanda e pela dinâmica de oferta.
O mercado de etanol também apresentou desempenho positivo no estado de São Paulo.
De acordo com o Indicador Diário Paulínia, o etanol hidratado foi negociado a R$ 3.027,50 por metro cúbico nesta terça-feira (31), com alta de 0,48% no dia.
No acumulado do mês, o biocombustível registrou valorização de 1,92%, mantendo um ritmo moderado de recuperação, em linha com a melhora gradual das condições de mercado.
O contraste entre o recuo nos preços internacionais e a valorização no mercado interno reflete fatores distintos que influenciam o setor, como câmbio, demanda doméstica e custos de produção.
Enquanto o ambiente externo segue marcado por volatilidade e ajustes técnicos, o mercado brasileiro continua sustentado por fundamentos mais sólidos, o que favorece tanto o açúcar quanto o etanol no curto prazo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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