Publicado em: 19/02/2016 às 11:30hs
Dentre as razões para a forte baixa, apuradas por analistas, está o rebaixamento da nota de investimento do Brasil, pela Standard & Poor´s. Por ser o maior player mundial de açúcar, o mercado entendeu que o rebaixamento pode acarretar ainda mais na desvalorização do real perante o dólar, forçando as usinas a ofertarem mais a commodity no mercado externo.
"A moeda americana forte incentiva os produtores do país a venderem ao exterior, porque aumenta a rentabilidade das exportações", trouxe o jornal Valor Econômico nesta sexta-feira em sua análise do mercado de commodities.
Com a baixa, o açúcar foi negociado na bolsa de Nova York, no vencimento março/16, em 12,78 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 38 pontos no comparativo com a véspera. As demais telas também sofreram desvalorização, que oscilou entre 21 e 30 pontos.
Em Londres não foi diferente. A commodity fechou em baixa em todos os vencimentos. Na tela maio/16, os negócios foram firmados em US$ 373,40 a tonelada, recuo de 3,50 dólares no comparativo com os preços de quarta-feira. Nos demais vencimentos as desvalorizações ficaram entre 4,50 a 5,90 dólares.
Mercado doméstico
Após seis sessões seguidas em baixa, os preços do açúcar tiveram uma ligeira alta no mercado doméstico nesta quinta-feira, conforme os índices do Cepea/Esalq, da USP. A saca de 50 quilos do tipo cristal foi negociada a R$ 80,78, valorização de 0,07% no comparativo com a véspera.
Etanol diário
Os preços do etanol, por sua vez, fecharam em baixa, conforme a Esalq/BVMF. Os negócios foram firmados em R$ 1.861,00 o metro cúbico, recuo de 0,05% no comparativo com o dia anterior.
Fonte: Agência UDOP de Notícias
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