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Logística e Transporte

VLI e goFlux levam ao mercado plataforma para reduzir filas de caminhões em terminais

Trato já gerenciou 2,6 milhões de viagens desde 2022; parceria prevê comercialização exclusiva pela goFlux e ampliação do agendamento inteligente para transportadoras, embarcadores e terminais


Publicado em: 20/10/2026 às 07:00hs

VLI e goFlux levam ao mercado plataforma para reduzir filas de caminhões em terminais

A VLI e a goFlux anunciaram uma parceria para ampliar o acesso ao Trato, plataforma de agendamento inteligente e gestão do fluxo de caminhões em terminais. Desenvolvida internamente pela VLI, a tecnologia passa a ser comercializada com exclusividade pela goFlux, que também assume sua operação tecnológica, suporte e evolução.

A proposta é disponibilizar a outras empresas uma ferramenta utilizada nas operações da VLI desde 2022. Segundo as companhias, o sistema busca reduzir filas, organizar os horários de chegada dos veículos e oferecer maior previsibilidade para carregamento e descarga.

Desde a implantação, o Trato acumula 2,6 milhões de viagens gerenciadas e quase 14 milhões de toneladas transportadas. Entre janeiro e agosto de 2026, foram mais de 457 mil viagens e 2,2 milhões de toneladas movimentadas no transporte rodoviário.

Agendamento começa antes da chegada do caminhão

O funcionamento da plataforma parte das informações da carga ainda na origem. Após a emissão da nota fiscal, o sistema disponibiliza ao motorista janelas de chegada ao terminal, considerando distância e geolocalização.

Com essa organização antecipada, a tecnologia procura evitar a concentração de veículos nos acessos às unidades e diminuir períodos de espera sem previsão de atendimento.

Para os terminais, o agendamento permite distribuir o recebimento de caminhões conforme a capacidade operacional. Transportadoras e motoristas ganham condições de planejar os deslocamentos, enquanto os embarcadores podem acompanhar o fluxo das cargas com maior previsibilidade.

Segundo as empresas, o objetivo é reduzir o tempo improdutivo e os custos associados à permanência dos veículos em filas e estruturas de espera.

goFlux assume operação e comercialização exclusiva

Pelo acordo, a goFlux ficará responsável pela operação, suporte e gestão do ambiente em nuvem, além do desenvolvimento de novas funcionalidades e da comercialização do Trato.

A propriedade intelectual permanece com a VLI, que concede à parceira o direito exclusivo de uso e comercialização da solução.

A nova fase transforma uma tecnologia criada para atender às necessidades internas da operadora logística em um produto disponível para outros terminais, embarcadores e transportadoras. Para a VLI, a iniciativa também abre uma possibilidade de receita adicional com a solução.

Integração conecta contratação do frete e operação nos terminais

A parceria prevê a integração do Trato ao ecossistema da goFlux, que reúne ferramentas de contratação de fretes, inteligência de mercado e pagamentos no transporte rodoviário.

A intenção é aproximar o planejamento comercial da execução das operações, conectando a contratação do transporte à organização dos horários de carga e descarga.

Rodrigo Gonçalves, CEO e cofundador da goFlux, destaca que a eficiência depende também do que acontece na origem e no destino. Na avaliação do executivo, o tempo de caminhões parados pode comprometer os ganhos obtidos na negociação do frete.

Com a expansão, a plataforma deverá incorporar demandas de diferentes perfis de usuários e instalações logísticas.

Tecnologia busca ampliar previsibilidade na cadeia de cargas

O Trato surgiu no programa de intraempreendedorismo da VLI, companhia que opera ferrovias, portos e terminais. A experiência nas unidades da empresa serviu de base para a decisão de ampliar sua oferta ao mercado.

Para Asley Fonseca, gerente geral de Inteligência Comercial da VLI, a parceria permite estender os ganhos de organização e integração logística a outras empresas da cadeia.

O avanço do agendamento digital busca enfrentar um problema recorrente do transporte rodoviário: a diferença entre o ritmo de chegada dos caminhões e a capacidade de atendimento dos terminais. Ao distribuir esse fluxo, a solução pretende melhorar o aproveitamento da infraestrutura e dar mais previsibilidade às operações.

Fonte: Portal do Agronegócio

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