Logística e Transporte

Produtos catarinenses podem acessar mercado mundial via porto chileno

Porto chileno é o caminho para o Brasil acessar o mercado mundial via acordo transpacífico na avaliação do vice-presidente regional do oeste da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC)


Publicado em: 16/12/2015 às 18:00hs

Produtos catarinenses podem acessar mercado mundial via porto chileno

Waldemar Antônio Schmitz esteve em Antofagasta (Chile), participando do Encontro ZICOSUR Ásia Pacífico que reuniu seis países membros Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Peru, além de representantes da Ásia.

O Chile quer atrair para os portos de Antofagasta a riqueza dos seis países sul-americanos que desejam exportar para os membros do Acordo Transpacífico e se aproveitar do livre comércio. O Chile acena com os portos e com a forte presença chilena em acordos internacionais. Para os países membros do ZICOSUR, duas possibilidades se apresentam: ou receber em seus produtos o carimbo made in Chile e exportar, ou ainda implantar uma unidade montadora, ou algo parecido em solo Chileno, mais precisamente em Antofagasta, para enviar as mercadorias ao exterior.

Para viabilizar essa oportunidade, é necessário um estudo de viabilidade econômica que o Chile promoverá, consultando os países integrantes. O passo seguinte será a adesão do Governo estadual e do Federal para criar o marco legal regulatório.

Schmitz, que chefiou uma delegação de empresários de Santa Catarina presentes ao encontro, defende que a infraestrutura de viabilização passe pela construção de uma ferrovia. Santa Catarina foi a maior delegação de todos os países participantes. Com 19 empresários, a maioria ligada à FIESC, a presença foi decisiva para que, em setembro de 2016, Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Peru reúnam-se em Florianópolis. O Mato Grosso, que se fez representar por um Secretário de Estado e por empresários, vai sediar o próximo encontro em Abril, em Cuiabá.

O dirigente catarinense elogiou a habilidade política do Governador da região Vicente Valentin que, representando a presidente Chilena Michelle Bachelet, deu o tom de que a região de Antofagasta é uma referência de negócios internacionais para quem deseja acessar a riqueza do Acordo Transpacífico que entra em vigor em 2017. O Acordo pode diminuir os mercados para os produtos brasileiros.

Com cinco portos, Antofagasta pretende ser a ponte de acesso para o escoamento da riqueza para os países do Pacífico. Para o Brasil, especialmente para Santa Catarina, tende a ser uma questão de logística estratégica para se ganhar mercado.

O governador de Antofagasta deve visitar Santa Catarina em janeiro e ter um encontro com o Presidente da FIESC para que, juntos, possam contar com a adesão do Governo de Santa Catarina para viabilizar o ZICOSUR no âmbito estadual e posteriormente, no Federal.

Na avaliação do vice-presidente Waldemar Schmitz, uma ferrovia que saia de Antofagasta e vá até São Miguel do Oeste ou Chapecó em Santa Catarina representar redução do custo de transporte e acordos comerciais que permitirão o acesso dos produtos catarinenses aos países do Transpacífico. “Os benefícios dos acordos internacionais do Chile abrem as portas a quase 90% do PIB mundial”, realça o dirigente.

Existe uma ferrovia que sai de Antofagasta e passa pela Argentina. Parte construída com capitais chineses. A intenção é chegar até o oeste catarinense. Os chineses com seus capitais e expertise em executar obras de infraestrutura em prazo reduzido poderão ser parceiros.

A China cresce sua população, anualmente, o equivalente a duas vezes e meia a de Santa Catarina. Algo como 18 milhões de pessoas. A economia chinesa, mesmo crescendo menos, não consegue impedir o movimento migratório do campo para as cidades. O potencial de consumo é imenso. Para o oeste catarinense, efetuados os estudos de viabilidade econômica e comprovado o benefício, pode ser o paraíso. Os estudos estão sendo feitos no âmbito do ZICOSUR.

Waldemar Schmitz acredita que o ZICOSUR será uma nova ponte para o Brasil e especialmente para o oeste de Santa Catarina fazer negócios e conquistar novos mercados, principalmente, no âmbito do Acordo Transpacífico. Para isso, precisa comprovar a viabilidade econômica com a adesão da chancela dos governos estadual e Federal.

Fonte: MB Comunicação Empresarial/Organizacional

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